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A Pé Descalça

Dias 6 & 7: Hvar

Depois de tantas andanças por Zadar, Dubrovnik e Split, eu e a C. decidimos guardar uns dias descanso para o final da nossa viagem. E que melhor sítio para descansar que uma ilha paradisíaca como Hvar?

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Hvar é mais conhecida pela sua vida noturna e pelo jetset que passa lá os seus verões (exemplos incluem o Príncipe Harry da Grã Bretanha) mas como eu e a C. passámos por lá durante a época baixa, a ilha ainda estava relativamente calma. 

 

Ficámos instaladas no Hvar Out Hostel, um hostel que fica a menos de 5 minutos a pé da marina (por onde chegámos de ferry). Apesar de infelizmente não ter sido o sítio mais limpo e arranjado onde ficámos na Croácia, a rececionista era super divertida e levou-nos a sair à noite com as outras raparigas que estavam no hostel.

 

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Depois de arrumarmos as nossas coisas, conseguimos apanhar uma visita guiada a pé gratuita pela cidade de Hvar onde a guia nos explicou como a ilha tem funcionado à base do turismo desde 1850 quando se estabeleceu como uma estância termal. Foi interessante ficar a conhecer um bocadinho da ilha: apesar de pequenina, havia muitos pormenores acerca do desenvolvimento de Hvar que valeram a pena ficar a conhecer. E depois de andarmos tanto a pé, claro que tivemos que ir à procura de um restaurante que servisse mexilhões! Encontrámos um mesmo na marina e ficámos muito bem servidas novamente.

 

À noite a Joi, a rececionista do hostel, levou-nos a sair com umas americanas que também estavam a passar a noite no hostel. Como ainda estava a recuperar da noite anterior, não bebi mas a C. bebeu um pouco da vodka que tínhamos comprado em Split.

 

Volto a repetir: não. bebam. vodka. barata. na. Croácia.

 

O dia seguinte foi passado a descansar. Acordámos tarde, comemos um delicioso brunch na praça principal da cidade e seguimos para a praia. Passámos lá o dia a ler, conversar, ouvir música e, essencialmente, a descansar. Ao final da tarde (e depois de a C., com a sua pele nórdica, ter apanhado um escaldão enquanto eu nem bronzeei) saímos para explorar o forte que fica atrás e essencialmente em cima da cidade. A vista era deslumbrante e pudemos aproveitar um belo caminho pela natureza para lá chegar.

 

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Depois de várias horas de transportes e uma semana a explorar cidades tão diferentes, Hvar era mesmo aquilo de que precisávamos: um lugar calminho para recarregar as baterias. Tivemos sorte porque só na época baixa é que a ilha é tão tranquila (no pico do verão a população da ilha passa de 4,500 para 15,000). Mas foi o lugar ideal para terminar uma viagem tão perfeita.

 

Agora, depois de olhar para estas fotografias, só me apetece começar a planear já a próxima escapadela! Mas, para já, é preciso recomeçar o ciclo e começar a poupar ;)

Dias 4 & 5: Split

Depois de ter passado por Zadar e Dubrovnik, a próxima paragem no nosso itinerário pela Croácia foi Split. Depois de 4 horas de autocarro e uma breve passagem pela Bósnia novamente, chegámos ao nosso destino e procurámos rapidamente o nosso apartamento.

 

Felizmente, fomos autênticas génias (sei que esta palavra não existe no feminino em português mas recuso a usar a palavra no masculino para me descrever a mim própria) a marcar as nossas estadias nesta viagem e por isso o nosso apartamento ficava mesmo perto da paragem de autocarros. Reservámos um dos Beach City Pearl Apartments onde fomos prontamente recibidas pela proprietária que também se mostrou muito flexível na nossa hora de check-out pois não tinha ninguém a entrar no apartamento no dia seguinte. Com cozinha equipada, uma casa-de-banho e um quarto/sala espaçoso, estávamos mais que preparadas para passar uma bela noite em Split!

 

Depois de arrumarmos as nossas coisas, decidimos sair para explorar. A localização perfeita do apartamento deixava-nos a 5 minutos a pé da praia e a 10 minutos do centro histórico. Passámos num supermercado para comprar comida e bebidas e depois fomos explorar a zona da marina e da praia.

 

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Infelizmente já era o final da tarde e já não estava calor suficiente para entrarmos na água (se bem que havia por lá uns americanos muito divertidos a nadar) mas decidimos explorar a zona da marina. Havia por lá uns bares e discotecas e decidimos que iríamos aproveitar esta noite para sairmos mesmo. Comprámos uma vodka baratíssima no supermercado e voltámos para casa para fazermos o jantar e começarmos-nos a arranjar.

 

Enfim, em jeito de resumo da noite, só vos tenho a dizer uma coisa: não comprem vodka barata na Croácia.

 

 Ouviram bem?

 

Não. Comprem. Vodka. Barata. Na. Croácia.

 

A manhã seguinte foi lenta e difícil mas lá arranjámos maneira de nos sentirmos bem o suficiente para arrumarmos as nossas coisas, comer qualquer coisa e seguir a pé para a cidade antiga para explorar a cidade histórica de Split. A parte antiga de Split é muito bonita porque é essencialmente a ruína de um palácio que serviu um pouco como os nossos castelos aqui em Portugal no sentido em que nobreza e povo coabitavam o espaço protegido pelas muralhas. Hoje em dia, sobrevive pouco do palácio por causa dos vários bombardeamentos da II Guerra Mundial e da guerra da antiga Jugoslávia. Mas o que resta é muito bonito e assim que entramos pelas muralhas, percebemos que estamos a viajar para uma outra época.

 

As caves do palácio podem ser visitadas e eu achei que valeu a pena, até porque dá para percebemos a dimensão da estrutura. Para além disso, subimos uma torre altíssima que me deu as maiores vertigens que já tive na minha vida, visitámos uma catedral, e fizemos umas comprinhas.

 

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 O ponto alto da nossa passagem por Split, no entanto, acho que foi a nossa chegada à cidade velha quando nos deparámos com o coro a capela a cantar música típica da costa da Dalmácia. Foi das coisas mais bonitas que já tinha ouvido até então. Podem ouvir um bocadinho que eu filmei aqui:

 O que é que acharam?

 

Split foi uma cidade engraçada de visitar mas deve ter mais vida na época alta do turismo. A cidade é mais conhecida pela sua famosa praia e vida noturna, mas nós infelizmente não pudemos aproveitar bem nem uma nem outra porque ainda não era bem a época. Mas imagino que no verão as noites de Split dêem que falar!

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Dias 2 & 3: Dubrovnik

Continuando a saga pela Croácia, depois de termos passado um dia em Zadar fizemos rumo a Dubrovnik de autocarro. Partimos às 6 da manhã para chegar quase 9 horas depois, por volta das 16h, a uma das cidades que eu estava mais curiosa por explorar.

 

Mas antes de lá chegarmos, houve um pequeno (quase) percalço. Estamos calmamente a seguir no autocarro e a aproveitar uma das melhores vistas que já tive, quando o condutor diz no seu inglês arranhado "Ok, everybody passports". Eu e a C. ficámos parvas a olhar uma para a outra: passaportes? Agora? Mas porquê? Começamos a ver um check point de fronteira a aproximar-se. Será que tínhamos adormecido e já tínhamos passado Dubrovnik? Estaríamos a sair do país para Montenegro? Não fazia muito sentido visto que a última paragem deste autocarro deveria ser Dubrovnik. Decidi tirar o mapa da Croácia que tinha comigo e vejam só o que eu descobri:

 

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 Há uma parte da costa que pertence à Bósnia Herzegovina.

 

O QUE É ISTO.

 

QUE SENTIDO É QUE ISTO FAZ.

 

Tanto eu como a C. ficámos parvas e bastante divertidas com esta nova descoberta e apresentámos prontamente os nossos passaportes quando as autoridades da fronteira entraram no autocarro. E, para nossa sorte, ainda tivemos direito a fazer uma paragem de descanso na Bósnia o que quer dizer que, ya, visitámos dois países numa semana. E vejam só como a Bósnia é linda:

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 Depois desta divertida paragem, seguimos por mais duas horas de viagem e finalmente chegámos a Dubrovnik. A cidade sempre me fascinou sinceramente pelas fotografias que sempre vi na internet. Trabalhei durante 6 meses como blogger e copywriter numa empresa de viagens e Dubrovnik era sempre a cidade que mais gostava de destacar (para além de Lisboa claro ;) ). Vejam só: é uma cidade pequeníssima que quase parece uma pequena península abraçada por muralhas antigas.

 

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Infelizmente quando chegámos estava a chover torrencialmente por isso corremos para encontrar o nosso apartamento e ligámos à proprietária para nos vir abrir a porta. Na realidade, tínhamos reservado um quarto na House Tereza mas o quarto era tão completo que lhe chamávamos apartamento. Tínhamos casa-de-banho, um quarto espaçoso, televisão, Wi-Fi, frigorífico e até uma pequena mesa. Ficámos muito bem servidas e a proprietária foi novamente muito simpática e ajudou-nos imenso a encontrar os locais de maior interesse perto do apartamento. Para além disso, ficámos outra vez super bem localizadas mesmo no meio do centro histórico e por isso conseguimos fazer sempre tudo a pé.

 

Depois de arrumarmos as nossas coisas, tomarmos um duche e descansado um pouco, saímos para comer e passear pela cidade. Felizmente tinha parado de chover e deu para andarmos à vontade pela cidade antiga de Dubrovnik. Acabámos por não entrar em lado nenhum porque tudo o que era museus estava fechado mas ficámos com um bom plano de coisas para explorar no dia seguinte. Depois de tirarmos algumas fotografias, decidimos ir beber um copo. Sabíamos que havia um pub irlandês (muito bem indicado pela dona do apartamento) onde queríamos ir mas ainda era demasiado cedo. Estávamos a andar um pouco sem destino até que encontrámos o seguinte sinal:

 

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 Tivemos que o seguir (eu com algum ceticismo e a C. toda entusiasmada). Mas felizmente, não desiludiu! Mesmo por fora das muralhas, alguém teve a excelente ideia de criar um pequeno bar que serve bebidas e realmente oferece uma das melhores vistas de por-do-sol que eu já vi (ainda melhor que a de Zadar que me tinha maravilhado no dia anterior).

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 Foi aqui que eu e a C. tivemos um daqueles momentos em que tudo pareceu simplesmente encaixar. Estávamos exatamente onde queríamos estar, com quem queríamos estar e a fazer o que queríamos estar a fazer. Foi dos momentos na minha vida em que me senti mais serena, com a certeza que tudo estava no seu sítio certo.

 

Depois das nossas Smirnoff Spin, aventurámo-nos novamente pela cidade e acabámos por passar a noite no pub irlandês onde conhecemos uma australiana muito simpática e umas espanholas muito divertidas. Os pubs irlandeses têm um grande significado para mim e para a C. porque nós conhecemo-nos quando estávamos a estudar na Irlanda juntas. Não podíamos deixar passar a oportunidade de matar um bocadinho de saudades desses tempos!

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 O dia seguinte foi cheio de atividades turísticas: passeámos pelas muralhas, subimos um teleférico para ter uma vista deslumbrante de Dubrovnik, explorámos algumas igrejas e palácios e terminámos o dia com um dos melhores jantar da viagem toda (mexilhões frescos como nunca tinha comido e um ótimo vinho branco). Aqui ficam algumas fotografias das nossas aventuras.

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No dia seguinte, partimos rumo a Split. Aí sim, tivemos uma noite que eu certamente nunca vou esquecer!

Porque é que eu não comento os Globos de Ouro (e outras cerimónias semelhantes)

A verdade é que cerimónias de prémios de cinema e televisão não costumam suscitar-me muito interesse, mas não é só por isso que não costumo acompanhá-los e menos ainda comentá-los no blog.

 

Desde já deixem-me dizer que acho que estas cerimónias são importantes para reconhecer a qualidade do trabalho da indústria do entretenimento, mas posto isto eu essencialmente não acompanho e comento os Globos de Ouro por duas simples razões:

 

  1. Hoje, quando fui pesquisar "Globos de Ouro" no Google só encontrava notícias sobre as roupas das várias celebridades que desfilaram pela passadeira vermelha. Eu só queria saber quem é que tinha ganho o quê, malta. Não me interessa muito quem é que usou o quê e se lhe ficava bem ou não.
  2. O sexismo que permeia todos esses comentários de "moda" impede-me de conseguir ler (mais) um artigo sobre os vestidos "vencedores" e "perdedores" da noite. Espanta-me como até das 139 fotografias na galeria de imagens da Caras dos Globos de Ouro temos menos de 60 em que estão presentes homens, sendo que apenas 8 fotografias são só de homens. Se isto fosse um desfilo de moda com mais designers de roupa feminina que masculina eu nem me metia ao barulho. Mas isto é uma gala para celebrar o talento português e, no entanto, aquilo a que se dá mais atenção é a aparência das mulheres.

 

Quando sairmos dos anos 50 avisem-me.

Dia 1: Zadar

Depois de vos contar das minhas aventuras por Londres no último dia desta viagem e de vos mostrar algumas fotografias tiradas com o meu selfie stick jeitoso, agora sim entramos nos pormenores de uma das minhas viagens preferidas até hoje!

 

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Durante 8 dias percorri um pouco da costa da Dalmácia com uma das minhas melhores amigas. Estes dias serviram não só para descobrirmos um país realmente deslumbrante, como também deram para matarmos algumas saudades que já vínhamos a acumular e ainda para celebrarmos uma série de notícias boas que recebemos dias antes de partirmos em viagem (até parece que foi tudo planeado!).

 

Como eu partia de Lisboa e a C. da Alemanha, não conseguimos chegar ao mesmo tempo à Croácia. Eu cheguei a Zadar no dia 28 à noite e ela chegou na manhã seguinte. Decidi marcar uma noite num dormitório no Old Town Hostel e a noite seguinte num quarto duplo no mesmo hostel. Para minha surpresa, assim que cheguei, a Inês (sim, parece que o nome Inês não é assim tão incomum na Croácia!) recebeu-me e ao ver as duas reservas que tinha feito perguntou-me se estava à espera de alguém. Disse-lhe que sim e expliquei-lhe que ela só chegaria na manhã seguinte e imediatamente a Inês disponibilizou-se para me deixar ficar já no quarto duplo sem me fazer pagar a diferença. Foi fantástico!

 

Para além da simpatia da Inês, achei o hostel ótimo, muito limpo e, melhor que tudo, super bem localizado. Estávamos mesmo no centro histórico da cidade e assim, quando a C. chegou, começámos logo a explorar.

 

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Depois de um passeio à beira-mar, decidimos explorar o centro histórico da cidade. Visitámos uma igreja antiga, passeámos pelos parques da cidade, e subimos a uma torre antiga para ter uma vista panorâmica da cidade. Parámos para comer numa das várias pastelarias de rua e por fim decidimos ir descansar um pouco para o quarto porque estávamos as duas cansadas da viagem.

 

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Depois de um duche, uma sessão bastante exaustiva de maquilhagem e muita conversa, saímos novamente para as ruas estreitas de Zadar desta vez para ver um dos por-do-sol mais lindos que já vi! Em Zadar, à beira do mar, há uma zona onde puseram um painel azul (não vos sei explicar pormenores disto porque engenharia e qualquer tipo de ciência aliás não é comigo). Quando o sol se põe, aquilo faz um efeito lindo! Para além disso, mesmo aí ao lado, existem umas escadas que descem até ao mar (e que infelizmente não vos consigo explicar como elas foram feitas também) mas quando as ondas embatem nelas, produzem um som que parece música.

 

Mais à noite, e depois de jantarmos num restaurante italiano (havia imensos pela cidade)  ainda fomos beber um copo mas acabámos por não ficar muito tarde porque na manhã seguinte tínhamos um autocarro para apanhar às 6h da manhã!

 

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A cidade de Zadar surpreendeu-me. Só lá passámos mesmo porque era o sítio onde os nossos vôos aterravam, mas a cidade não desiludiu. A parte histórica estava muito bem restaurada, as vistas do mar eram lindas, tínhamos uma grande variedade de sítios para comer e a facilidade de acesso a tudo tornou o nosso dia muito mais agradável. No entanto, a cidade é relativamente pequena e os locais históricos são poucos por isso um dia foi mais que suficiente para ficar a conhecer Zadar.

Malta: o Selfie Stick funcionou!

Eu ponderei durante algum tempo se devia ou não ter comprado um selfie stick. Desculpei-me com a minha viagem à Croácia dizendo que nessa altura, dado que iria viajar apenas com uma amiga minha, o selfie stick seria absolutamente necessário. E posso agora confirmar que até tinha alguma razão!!

 

Apesar de a C. também ter resistido um bocado no início por medo de fazer figuras com o selfie stick (e fizemos figuras sem sombra dúvida) os resultados ótimos das fotografias acabaram por convencê-la e passados uns dias já era ela a pedir-me para tirar o selfie stick da mala para tirarmos uma fotografia juntas! O que é que acham dos resultados?

 

Em Zadar:

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Em Dubrovnik:

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Em Split:

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Em Hvar:IMG_4735.JPG

 

24 Horas em Londres

Se acompanham o blog, já estão fartos de saber sobre a minha viagem à Croácia dada a expectativa que fui criando. E a única coisa que se seguiu a essa expectativa foi um silêncio de mais de um mês... Foi por uma razão muito válida que será mais tarde explicada mas até lá:

 

 

E agora que já me perdoaram (obrigada malta), deixem-me levar-vos comigo pela minha viagem à Croácia começando então pelo último dia. Só para ser diferente.

 

Então, comecemos.

Para conseguir bilhetes baratos, marquei o meu vôo para a Croácia através da RyanAir para Londres e só depois para Zadar. À vinda, o meu vôo aterrava em Londres às 18h30 de dia 5 de maio e o meu vôo para Lisboa só saía no dia seguinte às 18h. Assim, aproveitei as minhas 24 horas em Londres para visitar uma cidade que sempre me intrigou. 

 

Para dormir bem e ficar numa zona central sem gastar muito dinheiro, reservei uma cama num dormitório do hostel Clink78. Foi uma das melhores decisões que tomei: localizado a 10 minutos a pé da St. Pancras Station, a localização não podia ser mais central pelo preço que paguei. E por apenas cerca de €20 por uma cama num dormitório feminino de 6 camas ainda tive um excelente pequeno-almoço incluído e sala para me guardar a mala no dia seguinte.

 

Assim que cheguei, fui tomar um duche. Estava exausta da semana louca na Croácia com a C. e do dia de viagem. Comi a sandes que tinha comprado no Prêt-à-Manger na cama e conversei um bocadinho com as duas canadianas com quem estava a partilhar o quarto. Foram muito queridas e coincidentemente viviam na mesma parte do Canadá onde eu tinha vivido por isso a conversa foi fácil. Deram-me umas dicas sobre a cidade, visto que já lá estavam há uns dias, e recomendaram-me a visita guiada gratuita de Londres que partia do hostel às 10h todos os dias.

 

Felizmente, segui o conselho delas e descobri a parte mais "turística" de Londres com a guia Rachel da Sandemans. Foram 3h30 de caminhada, por vezes com chuva e sempre com frio, mas também sempre com entusiasmo e (melhor ainda) com uma ótima refeição no final com direito a desconto e tudo.

 

Confesso que nunca tive aquele fascínio por Londres que toda a gente parece ter, mas a cidade surpreendeu-me imenso e assim que comecei a explorá-la senti-me como uma criança numa loja de brinquedos. Começámos a caminhada perto de Covent Garden, parámos em Trafalguar Square, seguimos para St. James Palace para ver chegar a guarda nepalesa (já vos explico*), fomos depois para Buckingham Palace para ouvir umas histórias interessantes e depois atravessámos St. James Gardens para chegar ao Big Ben e a Westminster Abbey. As fotografias estão em baixo.

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 Como podem ver, o tempo não estava particularmente bom mas a certa altura a nossa guia esteve de manga à cava! Disse que este era um dia de "bom tempo" porque a chuva "ia e vinha". Coitaditos.

 

Mas Londres realmente é qualquer coisa. Claro que as 24 horas que lá passei não foram suficientes para conhecer a cidade por dentro e por fora mas fico feliz porque não desiludiu e, aliás, só me intrigou ainda mais. Espero poder voltar em breve!

 

*No dia em que visitei Londres, era o segundo centenário da celebração de um acordo de paz entre a Grã Bretanha e o Nepal. Durante a guerra entre os dois países, o respeito entre ambos foi tanto que o exército britânico chegou a contratar vários oficiais nepaleses depois da guerra. Assim, as relações amistosas mantiveram-se entre os dois países através da celebração da paz com o envio da guarda nepalesa para guardar Buckingham Palace.