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A Pé Descalça

#SocialGoodSunday | Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS)

Em jeito de celebração do Dia Mundial do Refugiado, que foi ontem para quem não está a par, decidi destacar esta semana uma organização que admiro muito e que tenta acolher os refugiados aqui em Portugal da melhor maneira possível.

 

O que faz?

O Serviço Jesuíta para os Refugiados (JRS - Jesuit Refugee Service) é uma organização internacional da Igreja Católica fundada em 1980 sob responsabilidade da Companhia de Jesus.

 

Com a missão de "Acompanhar, Servir, e Defender" os refugiados, estabeleceu-se em Portugal em 1992 como uma plataforma de conhecimento e informação e mais tarde começou a desenvolver atividades de maior intervenção social nos seguintes domínios:

 

  • Apoio psicológico e aconselhamento;
  • Apoio jurídico;
  • Apoio à integração social;
  • Apoio à inserção profissional;
  • Alojamento de migrantes sem-abrigo;
  • Apoio médico;
  • Cursos de Língua Portuguesa para imigrantes;
  • etc.

 

 

E então?

Apesar de já termos ultrapassado a pior fase da crise em Portugal, a vida continua difícil por cá. E se é difícil para ti e para mim, imagina como não será para imigrantes recém-chegados, refugiados à espera de uma vida melhor mas que se calhar nem falar português sabem.

 

O Serviço Jesuíta aos Refugiados recebe estes imigrantes e refugiados e tenta dar-lhes todo o tipo de apoio que possam precisar. Com um centro de atendimento a funcionar todos os dias úteis e um outro centro que acolhe 25 imigrantes em situação de vulnerabilidade financeira, o JRS em Portugal faz todos os esforços por prestar a maior variedade de serviços.

 

 

Como podes contribuir?

Há várias coisas que podes fazer. O JRS precisa, acima de tudo, da ajuda de voluntários. Com vários projetos a decorrer (que podes consultar aqui), há mesmo uma variedade enorme de capacidades em que podes ajudar. Basta contactá-los e agendar uma reunião para que possam descobrir em conjunto o que fará mais sentido consoante a tua disponibilidade e as necessidades da JRS. Um dos meus programas preferidos é o de Tuturia Social em que podes acompanhar pessoalmente uma pessoa imigrante ou refugiada residente no Centro de Acolhimento Pedro Arrupe.

 

Podes também contribuir através de um donativo aqui.

Contactos

Website: http://www.jrsportugal.pt/

Facebook: https://www.facebook.com/jrsportugal.pt

E-mail: joaquim.fraga@jrsportugal.pt (apenas para assuntos de voluntariado)

Telefone: +351 217 552 790

Morada: Rua Rogério de Moura, Lote 59

1750-342 Lisboa

Chega de Reclamar

Esta semana saiu mais um artigo, desta vez no P3, sobre a pobre da minha geração (leia-se com sarcasmo por favor): somos uns coitadinhos, vivemos na miséria, roubam-nos tudo e agora até os sonhos.

 

Quando vou aos comentários destas notícias vejo sempre uma mescla de coisas: os típicos velhos do Restelo indignados, adultos e jovens com alguma pena de esta geração estar assim, mas principalmente muita juventude a subscrever as palavras destes jornalistas/opinadores profissionais.

 

Pois bem. Eu já engoli muitos sapos a ler estas notícias e não consigo ficar mais calada. Esta notícia então em particular deixou-me completamente alterada. Como é que agora somos uma geração que já nem se digna a sonhar?

 

Acho que neste país vive-se um grande problema. Achamos que temos direito a muita coisa sem sempre termos que nos esforçar muito para ter esses direitos. Trabalhar é um direito, sim. Estudar e pagar por esses estudos é um esforço, sim, e para alguns mais que outros. Mas quem acha que só por ter licenciatura ou mestrado agora tem direito a um emprego cinco estrelas, ilude-se. Infelizmente, o mundo não funciona assim. E mais importante que isso malta: o mundo nunca funcionou assim.

 

Recuemos um pouco no tempo. É 1991. Os meus pais casaram-se há pouco mais de um ano. Eu estou para nascer a qualquer momento. O meu pai, que terminara o curso de Direito em julho desse ano, anda à procura de emprego desesperadamente. Uma semana antes de eu nascer, finalmente consegue arranjar qualquer coisa: vai trabalhar para o banco Nova Rede (quem se lembra ainda?) a arquivar ficheiros.

 

Hm. Será que este era o emprego de sonho do meu pai? Claro que não. Será que ele ficou indignado ou com vergonha por ter este emprego apesar de ser licenciado? Claro que não. Será que continuou a sonhar com um emprego melhor? Claro que sim. E assim foi trabalhando para ser o melhor e subindo na sua carreira profissional, evidenciando que não só tinha o belo do canudo como tinha as competências necessárias para assumir cargos de maior responsabilidade.

 

Hoje em dia, passa-se o mesmo. Licenciados trabalham em call centers, arranjam estágios do IEFP que pagam uma miséria, trabalham em part-times enquanto não encontram nada mais estável. E aqui eu incluo-me porque estou nesta situação. Só que a minha geração acha que isto é absolutamente inaceitável. E aí discordamos profundamente, malta.

 

Eu tenho uma visão muito liberal da minha vida enquanto cidadã. O Estado deve-me pouco (porque eu não tenho qualquer tipo de necessidade especial - i.e. deficiência, estatuto de imigrante, idade avançada, vulnerabilidade financeira, etc.) e sou eu que tenho que me esforçar para conquistar o que eu quero. Por isso, hoje em dia, eu tenho três empregos ao mesmo tempo. Eu trabalho 6 dias por semana (porque me obriguei a pelo menos tirar o domingo para descansar), 10 a 12 horas por dia. E ninguém me ouve a queixar. Porque eu não tenho razão para tal.

 

Gostava de receber mais? Claro que gostava. Gostava de trabalhar menos? Gostava. Um dia terei isso tudo! Mas agora, com 23 anos, uma licenciatura, um mestrado e menos de um ano de experiência profissional, que mais é que eu podia esperar?

 

Um dia, terei o meu emprego de cinco estrelas. Até lá, continuo a trabalhar e, mais importante que isso, continuo a sonhar.

 

23 em Moçambique

O ano passado celebrei os meus anos de uma maneira diferente (os meus anos são a 5 de outubro para quem quiser começar a adiantar já um presentinho). Estava em Maputo há um mês com o meu namorado e decidimos ir passar o fim-de-semana fora da cidade ao Bilene.

 

Ele nem gosta muito do Bilene mas eu adoro ir lá: a viagem faz-se bem (leia-se: faz-se em estrada pavimentada), faz-se rápido (são só cerca de 3 horinhas de carro), e as praias na lagoa têm água calminha e quentinha.

 

Passar o dia de anos longe da família e dos amigos não foi fácil, mas tive a melhor companhia do mundo e pude festejar os meus anos num país diferente e numa estação do ano completamente diferente. Finalmente tive um dia de anos com sol e calor!!

 

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Decidimos passar o fim-de-semana na Villa Espanhola que nos recebeu super bem. Por cerca de 2000 MZN (cerca de €50) tivemos direito a duas noites numa villa privada e pequeno-almoço incluído. O sítio era super giro e ainda por cima ficava mesmo em cima da praia por isso não podíamos ter ficado melhor instalados!

 

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O pequeno-almoço era servido numa sala comum, que também podíamos utilizar para almoçar e jantar. Infelizmente eles não tinham restaurante mas tinham um grelhador comum no jardim que podia ser utilizado por todos os hóspedes e a cozinha também estava aberta a todos. Como as villas têm todas um mini-frigorífico, podíamos ter levado comida para cozinhar mas... a preguiça falou mais alto Tivemos alguma dificuldade em encontrar restaurantes para jantar (ainda não era a época alta de turismo por isso estava tudo um pouco deserto) mas almoçámos sempre bem!

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 A melhor parte, no entanto, foi mesmo a praia. Era só descer uns degrauzinhos e estávamos lá, no nosso cantinho de areia branquinha.

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No segundo dia, decidimos aventurar-nos um bocadinho e fomos dar uma volta de carro pela vila. Acabámos por nos ir afastando mais para o interior e descobrimos um lago lindo de morrer. Saímos do carro para apreciar a vista e eu fiquei absolutamente deslumbrada.

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 No final de contas, foi um dia de anos muito bem passado e um fim-de-semana perfeito. Pelo meio destes passeios todos, ainda recebi imensos telefonemas, chamadas de Skype e chamadas no FaceTime de família e amigos a dar-me os parabéns.

 

Que este ano seja ainda melhor!

Puppy Shower

Este fim-de-semana fui passar a tarde de domingo a casa de uma das minhas melhores amigas para dar as boas-vindas ao puppy mais amoroso do mundo. O Thor, que é um Weimaraner com cerca de dois mesinhos, já foi para a sua nova casa há umas semanas mas tem andado tão doentinho que tem visto mais os hospitais veterinários do que os seus donos. Felizmente já está muito melhor e esta festinha veio mesmo a calhar para finalmente lhe podermos dar as boas-vindas à sua nova família!

 

Digam lá que não estava tudo super giro?

 

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E o Thor não é um amor? 

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Sim, o cão tem três meses e já é quase do meu tamanho. Isto tem tudo para correr bem.

 

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 Quem já me segue no Snapchat conseguiu acompanhar os momentos mais giros do dia no domingo. Podes seguir-me também: é só adicionares minescp.

Tag | Amo/Odeio

Nunca fiz tags aqui no blog mas a verdade é que já me nomearam para algumas e acho que isto é uma maneira excelente de dar a conhecer novos blogs por isso aqui vai!

 

Recentemente, a querida Mónica do Fashion by Mónica desafiou-me a falar de 10 coisas que amo e 10 coisas que odeio, através de uma tag iniciada pelo blog Cherry Cookie. Depois é só nomear 10 blogs para fazer o mesmo. Aqui vai então a minha lista com algumas fotografias para vos entreter:

 

10 Coisas que Amo

 

1. A minha família // 2. O meu namorado // 3. A Mel // 4. As minhas amigas // 5. Os meus amigos // 6. Viajar // 7. Fazer voluntariado // 8. Ler // 9. Ir à praia // 10. Ver as minhas séries preferidas

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10 Coisas que Odeio

*Estas não merecem fotografia porque são coisas feias.

 

  1. Injustiças
  2. Discriminação
  3. Dores de cabeça
  4. Mentiras
  5. Pessoas sem caráter
  6. Incompetência
  7. Mosquitos a zumbir-me no ouvido à noite
  8. Carne mal passada
  9. Ficar com o cabelo oleoso
  10. Namorar à distância

 

10 Blogs

Japão em Rabiscos
Cantinho da Casa
Orange Life
Vida de uma Estudante Universitária
A Loucura da Minha Vida
Vinte e Cinco. E Agora?
Marrocos e o destino
Agridoce
Partes do todo...
Redemption

 

Fica lançado o desafio!

 

#SocialGoodSunday: Fundação Liga

Para o primeiro destaque deste novo segmento do blog, tinha que falar de uma fundação que sempre marcou a minha vida e que deu mesmo ímpeto para que eu decidisse optar por este mundo profissional: a Fundação Liga.

 

O que faz?

A Fundação Liga, para quem não conhece, trabalha principalmente com pessoas com deficiência. Através de programas de reabilitação, intervenção precoce, atividades ocupacionais e de uma Casa das Artes, a Fundação Liga tem como grande objetivo a inclusão social e valorização da Pessoa e toda a sua funcionalidade.

 

Foi constituída em 2004 no seguimento da evolução das suas duas associações fundadoras: a Liga Portuguesa para os Deficientes Motores (1954) e a LPDM Centro de Recursos Sociais (1994). É uma instituição pela qual tenho muito carinho porque a minha avó foi Presidente da Direção durante os últimos quase 20 anos. A minha mãe trabalhou como Diretora também desde que eu nasci até aos meus 10 anos sensivelmente o que quer dizer que muitas vezes quando não havia empregada/baby-sitter para ficar comigo, eu passava os meus dias a brincar nas salas multissensoriais da Liga ou a fazer piscinas com as outras crianças em reabilitação.

 

 

E então?

Para muitas pessoas, falar de pessoas com deficiência (sim, "pessoas com deficiência" e não "deficientes") é desconfortável. Muitos já me disseram que têm pena, outros disseram-me que lhes faz impressão ver pessoas com uma deficiência visível (e Deus lhes livre falar com elas!).

 

É por isto que o trabalho da Fundação Liga é importante. Todos nós temos as nossas deficiências: eu sou canhota, levo tudo o que me dizem literalmente (a sério malta, com 23 anos ainda não percebo o que é que querem dizer metade mais de metade dos ditados populares portugueses), sou muito baixinha, e podia continuar... A diferença é que o mundo adaptou-se a estas minhas deficiências: há tesouras para canhotos, há escadotes para eu chegar a sítios mais altos, e as pessoas (apesar de acharem muita piada) ajudam-me sempre a entender os complexos ditados populares.

 

Mas as pessoas que nós consideramos terem deficiências não são dadas esse mesmo benefício de viverem num mundo adaptado às suas diferentes funcionalidades. 

 

A Fundação Liga mostra que as pessoas com deficiência são exatamente como tu e como eu e que, dadas as condições de que precisam (como eu preciso do meu escadote e da minha tesoura especial), elas conseguem fazer coisas que têm tanto ou mais valor do que aquelas que nós, as pessoas "sem deficiência", conseguem fazer - e tudo isto com a sua deficiência e não apesar da mesma.

 

 

Como podes contribuir?

O trabalho da Fundação Liga é vasto, abrange várias áreas e conta muito com o excelente trabalho de voluntários. Se tiveres um tempo durante a semana que queiras preencher com algo que sabes vai fazer a diferença, entra em contacto com a Fundação Liga. Eles precisam de voluntários para dar apoio às suas atividades, divulgar o trabalho da Fundação nas redes sociais e elaborar novas candidaturas para projetos.

 

 

 

Contactos

Website: http://www.fundacaoliga.pt/

Facebook (Casa das Artes): https://www.facebook.com/Casa.Artes.LIGA?fref=ts

E-mail: fundacaoliga@fundacaoliga.pt

Telefone: +351 213 616 910

Morada: Rua do Sitio ao Casalinho da Ajuda
1349-011 Lisboa

 

Recomendo entrarem em contacto por telefone diretamente porque nem sempre os e-mails são respondidos com a brevidade desejada. Podem também entrar em contacto comigo através dos comentários neste post ou por email (blog.thingsyouremember@gmail.com) se quiserem mais informações.

 

 

 

Bloggers Camp: Encontro de Bloggers em Sintra!

Querem conhecer outra/os bloggers? Ficar a saber umas coisinhas para melhorar o vosso blog? Saber como tirar aquelas fotografias de comida que deixam qualquer pessoa com água na boca?

 

A Catarina do daydreams, a Ana do Infinito mais um e a Catarina do Joan of July juntaram-se para criar um fim-de-semana fantástico para toda/os a/os bloggers que queiram participar! Vai passar-se já nos dias 11 e 12 de julho no Nice Way Sintra e as participações estão limitadas a 50 pessoas!

 

 

Podem consultar o programa do fim-de-semana bem como os preços de participação (com ou sem alojamento incluído) aqui. Fiquem também a par de todas as novidades na página de Facebook do evento aqui!

 

Eu adorava participar mas infelizmente o fim-de-semana coincide com os 50 anos do meu pai. E vocês? Vão participar? Já participaram em encontros de bloggers deste género?

 

 

Nota de edição: Uma versão anterior deste post indicava que o evento tinha um limite de 24 pessoas quando tem, na verdade, limite para 50 participantes.

 

Blogger BFFs

Há muita gente aqui na blogosfera que diz que uma das coisas de que mais gosta sobre ser blogger é o facto de criarem amizades com os outros bloggers que por aqui andam. Pois bem malta, sabem que vos adoro, mas já ganhei neste aspeto.

 

Porquê? perguntam vocês com muita curiosidade.

 

Porque a minha melhor amiga agora faz parte deste fantástico grupo de bloggers do SAPO.

 

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 Oh para nós leindas.

 

Ela escreve no Japão em Rabiscos sobre todas as suas últimas aventuras a viver em Quioto (que é onde ela está agora ) e faz umas ilustrações todas fofinhas a acompanhar os textos. Podem ainda ver todas as ilustrações fantásticas dela na sua página de Facebook aqui.

 

Já sabem o que têm a fazer malta!

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