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A Pé Descalça

V'15 | Kruger National Park

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 Este ano pude fazer uma viagem com que já andava a sonhar há algum tempo: fazer um safari no Kruger National Park. Localizado na África do Sul, o Kruger é um parque natural com cerca de 20.000km2 e que se extende ao longo da fronteira entre este país e Moçambique por mais de 350km.

 

No Kruger, os animais selvagens andam livremente pelo parque e nós, os visitantes, podemos apenas circular em estradas designadas e esperar ter a sorte de os apanhar a passear. Podemos optar por fazer um safari com um guia mas nós estávamos confiantes na nossa capacidade de nos orientar lá dentro portanto decidimos ir no nosso carro e explorar o parque sozinhos.

 

Como estávamos em Moçambique e queríamos aproveitar bem o dia, saímos muito cedo - antes de o sol nascer sequer - às 4h da manhã. Em pouco mais de duas horas estávamos oficialmente na África do Sul e em cerca de 40 minutos entrámos no Kruger Park pela Malalane Gate.

 

Começámos muito bem o dia, logo com uma família de elefantes à beira da estrada a comer - e a partir daí, só melhorou. Vimos leões, leopardos, elefantes, girafas, rinocerontes, tartarugas, javalis... Enfim. Em baixo ficam algumas das minhas fotografias preferidas.

 

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V'15 | Moçambique

Talvez a única parte menos má de ter um namorado à distância é que todas as razões são mais que válidas para tirar umas férias e viajar um bocadinho. Como ele está em Moçambique, este verão lá fui eu tirar duas semanas para fazer uma viagem de 11h de avião e finalmente poder passar uns dias com ele a descansar.

Como cheguei um bocado cansada da viagem num sábado de manhã, decidimos ir passar o fim-de-semana à Macaneta, uma praia perto da cidade que agora com a nova circular é ainda mais acessível.

Em pouco mais de duas horas, chegámos ao final do dia prontos para comer qualquer coisa e descansar. Ficámos instalados na Cova do Tubarão (ah sim, a Macaneta tem muitos tubarões...), um lodge muito giro com piscina, bar e restaurante mesmo em cima da praia.

 

No dia seguinte, acordámos cedo para aproveitar a praia e como agosto é "inverno" em Moçambique, a praia estava deserta e pudemos descansar num areal enorme sem ninguém a incomodar. À tarde levantou-se um vento mais forte por isso fomos aproveitar o sol à piscina e terminámos o dia a ver um pôr-do-sol mesmo africano num lago super calminho.

Foi um primeiro fim-de-semana perfeito que deu para descansar, matar saudades e conhecer uma nova praia de Moçambique. Vejam todas as fotografias em baixo e mais no meu instagram!

 

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23 em Moçambique

O ano passado celebrei os meus anos de uma maneira diferente (os meus anos são a 5 de outubro para quem quiser começar a adiantar já um presentinho). Estava em Maputo há um mês com o meu namorado e decidimos ir passar o fim-de-semana fora da cidade ao Bilene.

 

Ele nem gosta muito do Bilene mas eu adoro ir lá: a viagem faz-se bem (leia-se: faz-se em estrada pavimentada), faz-se rápido (são só cerca de 3 horinhas de carro), e as praias na lagoa têm água calminha e quentinha.

 

Passar o dia de anos longe da família e dos amigos não foi fácil, mas tive a melhor companhia do mundo e pude festejar os meus anos num país diferente e numa estação do ano completamente diferente. Finalmente tive um dia de anos com sol e calor!!

 

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Decidimos passar o fim-de-semana na Villa Espanhola que nos recebeu super bem. Por cerca de 2000 MZN (cerca de €50) tivemos direito a duas noites numa villa privada e pequeno-almoço incluído. O sítio era super giro e ainda por cima ficava mesmo em cima da praia por isso não podíamos ter ficado melhor instalados!

 

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O pequeno-almoço era servido numa sala comum, que também podíamos utilizar para almoçar e jantar. Infelizmente eles não tinham restaurante mas tinham um grelhador comum no jardim que podia ser utilizado por todos os hóspedes e a cozinha também estava aberta a todos. Como as villas têm todas um mini-frigorífico, podíamos ter levado comida para cozinhar mas... a preguiça falou mais alto Tivemos alguma dificuldade em encontrar restaurantes para jantar (ainda não era a época alta de turismo por isso estava tudo um pouco deserto) mas almoçámos sempre bem!

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 A melhor parte, no entanto, foi mesmo a praia. Era só descer uns degrauzinhos e estávamos lá, no nosso cantinho de areia branquinha.

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No segundo dia, decidimos aventurar-nos um bocadinho e fomos dar uma volta de carro pela vila. Acabámos por nos ir afastando mais para o interior e descobrimos um lago lindo de morrer. Saímos do carro para apreciar a vista e eu fiquei absolutamente deslumbrada.

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 No final de contas, foi um dia de anos muito bem passado e um fim-de-semana perfeito. Pelo meio destes passeios todos, ainda recebi imensos telefonemas, chamadas de Skype e chamadas no FaceTime de família e amigos a dar-me os parabéns.

 

Que este ano seja ainda melhor!

Um Fim-de-Semana na Serra da Estrela

Em dezembro do ano passado, quando o meu namorado me veio visitar a Portugal, aproveitámos para fazer uma escapadela. Como ele nunca tinha visto neve, decidimos ir passar um fim-de-semana à Serra da Estrela.

 

Sim, sim, dezembro não é a melhor altura para se fazer ski ou snowboard mas nós não temos muita escolha porque ele só cá vem uma vez por ano. De qualquer das maneiras, aproveitámos muito bem a neve e toda a viagem.

 

A caminho da Covilhã, aproveitámos para viajar pelas estradas nacionais e ficar a conhecer um bocadinho mais do país. Parámos em Castelo Branco onde visitámos o castelo e o Museu Cargaleiro. Eu gostei imenso de ficar a conhecer a cidade! Não tenho muitas oportunidades para visitar o norte do país, por isso foi uma visita muito gira.

 

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Ao final do dia, chegámos à Covilhã e fomos recebidos com um dos por-do-sol mais lindos que já tinha visto. Através do Groupon conseguimos um desconto ótimo para 2 noites no Hotel dos Carqueijais com pequeno-almoço incluído mais forfait para dois dias na Estância de Ski da Serra da Estrela. Estávamos super entusiasmados por explorar a Covilhã (até porque é a terra natal da minha avó paterna) mas o M. estava ainda mais entusiasmado por ver neve no dia seguinte.

 

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Como não conhecíamos nada da cidade, nessa noite pesquisámos no Tripadvisor os melhores restaurantes da zona e acabámos por ir jantar ao Comer & Beber. Foi a melhor decisão que tomámos!

 

O chef, que era italiano ou argentino (já não me lembro bem, perdoem-me), recebeu-nos super bem. Tentámos olhar para o menu mas ele virou-se para nós e disse "Têm muita ou pouca fome?", ao que respondemos "Média" meio a rir. Ele aprontou-se logo a sugerir-nos um menu para o nosso jantar com algumas entradas e pratos principais, adaptando sempre aos nossos gostos quando dizíamos que um de nós não gostava particularmente de um prato. Foi uma experiência única e o melhor é que nos ficou super barato! Já não me lembro bem do preço exato que pagámos, mas sei que não passou dos €15 por pessoa e tivemos direito a tudo.

 

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Os dias que se seguiram foram cheios de quedas na neve para o M. e um sentimento nostálgico para mim. A última vez que tinha feito ski fora quando ainda estava a viver nos Estados Unidos (ou se calhar até antes disso, quando vivi no Canadá) por isso foi bom recordar. O M. no segundo dia já tinha apanhado melhor o jeito por isso ainda conseguimos tirar umas fotografias e filmagens com ele em ação. Foi ótimo ver neve, estar no frequinho e depois voltar para o hotel que tinha ótimas instalações e uma vista deslumbrante da Covilhã.

 

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Sem dúvida, uma aventura a repetir!

Dias 6 & 7: Hvar

Depois de tantas andanças por Zadar, Dubrovnik e Split, eu e a C. decidimos guardar uns dias descanso para o final da nossa viagem. E que melhor sítio para descansar que uma ilha paradisíaca como Hvar?

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Hvar é mais conhecida pela sua vida noturna e pelo jetset que passa lá os seus verões (exemplos incluem o Príncipe Harry da Grã Bretanha) mas como eu e a C. passámos por lá durante a época baixa, a ilha ainda estava relativamente calma. 

 

Ficámos instaladas no Hvar Out Hostel, um hostel que fica a menos de 5 minutos a pé da marina (por onde chegámos de ferry). Apesar de infelizmente não ter sido o sítio mais limpo e arranjado onde ficámos na Croácia, a rececionista era super divertida e levou-nos a sair à noite com as outras raparigas que estavam no hostel.

 

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Depois de arrumarmos as nossas coisas, conseguimos apanhar uma visita guiada a pé gratuita pela cidade de Hvar onde a guia nos explicou como a ilha tem funcionado à base do turismo desde 1850 quando se estabeleceu como uma estância termal. Foi interessante ficar a conhecer um bocadinho da ilha: apesar de pequenina, havia muitos pormenores acerca do desenvolvimento de Hvar que valeram a pena ficar a conhecer. E depois de andarmos tanto a pé, claro que tivemos que ir à procura de um restaurante que servisse mexilhões! Encontrámos um mesmo na marina e ficámos muito bem servidas novamente.

 

À noite a Joi, a rececionista do hostel, levou-nos a sair com umas americanas que também estavam a passar a noite no hostel. Como ainda estava a recuperar da noite anterior, não bebi mas a C. bebeu um pouco da vodka que tínhamos comprado em Split.

 

Volto a repetir: não. bebam. vodka. barata. na. Croácia.

 

O dia seguinte foi passado a descansar. Acordámos tarde, comemos um delicioso brunch na praça principal da cidade e seguimos para a praia. Passámos lá o dia a ler, conversar, ouvir música e, essencialmente, a descansar. Ao final da tarde (e depois de a C., com a sua pele nórdica, ter apanhado um escaldão enquanto eu nem bronzeei) saímos para explorar o forte que fica atrás e essencialmente em cima da cidade. A vista era deslumbrante e pudemos aproveitar um belo caminho pela natureza para lá chegar.

 

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Depois de várias horas de transportes e uma semana a explorar cidades tão diferentes, Hvar era mesmo aquilo de que precisávamos: um lugar calminho para recarregar as baterias. Tivemos sorte porque só na época baixa é que a ilha é tão tranquila (no pico do verão a população da ilha passa de 4,500 para 15,000). Mas foi o lugar ideal para terminar uma viagem tão perfeita.

 

Agora, depois de olhar para estas fotografias, só me apetece começar a planear já a próxima escapadela! Mas, para já, é preciso recomeçar o ciclo e começar a poupar ;)

Dias 4 & 5: Split

Depois de ter passado por Zadar e Dubrovnik, a próxima paragem no nosso itinerário pela Croácia foi Split. Depois de 4 horas de autocarro e uma breve passagem pela Bósnia novamente, chegámos ao nosso destino e procurámos rapidamente o nosso apartamento.

 

Felizmente, fomos autênticas génias (sei que esta palavra não existe no feminino em português mas recuso a usar a palavra no masculino para me descrever a mim própria) a marcar as nossas estadias nesta viagem e por isso o nosso apartamento ficava mesmo perto da paragem de autocarros. Reservámos um dos Beach City Pearl Apartments onde fomos prontamente recibidas pela proprietária que também se mostrou muito flexível na nossa hora de check-out pois não tinha ninguém a entrar no apartamento no dia seguinte. Com cozinha equipada, uma casa-de-banho e um quarto/sala espaçoso, estávamos mais que preparadas para passar uma bela noite em Split!

 

Depois de arrumarmos as nossas coisas, decidimos sair para explorar. A localização perfeita do apartamento deixava-nos a 5 minutos a pé da praia e a 10 minutos do centro histórico. Passámos num supermercado para comprar comida e bebidas e depois fomos explorar a zona da marina e da praia.

 

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Infelizmente já era o final da tarde e já não estava calor suficiente para entrarmos na água (se bem que havia por lá uns americanos muito divertidos a nadar) mas decidimos explorar a zona da marina. Havia por lá uns bares e discotecas e decidimos que iríamos aproveitar esta noite para sairmos mesmo. Comprámos uma vodka baratíssima no supermercado e voltámos para casa para fazermos o jantar e começarmos-nos a arranjar.

 

Enfim, em jeito de resumo da noite, só vos tenho a dizer uma coisa: não comprem vodka barata na Croácia.

 

 Ouviram bem?

 

Não. Comprem. Vodka. Barata. Na. Croácia.

 

A manhã seguinte foi lenta e difícil mas lá arranjámos maneira de nos sentirmos bem o suficiente para arrumarmos as nossas coisas, comer qualquer coisa e seguir a pé para a cidade antiga para explorar a cidade histórica de Split. A parte antiga de Split é muito bonita porque é essencialmente a ruína de um palácio que serviu um pouco como os nossos castelos aqui em Portugal no sentido em que nobreza e povo coabitavam o espaço protegido pelas muralhas. Hoje em dia, sobrevive pouco do palácio por causa dos vários bombardeamentos da II Guerra Mundial e da guerra da antiga Jugoslávia. Mas o que resta é muito bonito e assim que entramos pelas muralhas, percebemos que estamos a viajar para uma outra época.

 

As caves do palácio podem ser visitadas e eu achei que valeu a pena, até porque dá para percebemos a dimensão da estrutura. Para além disso, subimos uma torre altíssima que me deu as maiores vertigens que já tive na minha vida, visitámos uma catedral, e fizemos umas comprinhas.

 

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 O ponto alto da nossa passagem por Split, no entanto, acho que foi a nossa chegada à cidade velha quando nos deparámos com o coro a capela a cantar música típica da costa da Dalmácia. Foi das coisas mais bonitas que já tinha ouvido até então. Podem ouvir um bocadinho que eu filmei aqui:

 O que é que acharam?

 

Split foi uma cidade engraçada de visitar mas deve ter mais vida na época alta do turismo. A cidade é mais conhecida pela sua famosa praia e vida noturna, mas nós infelizmente não pudemos aproveitar bem nem uma nem outra porque ainda não era bem a época. Mas imagino que no verão as noites de Split dêem que falar!

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Dias 2 & 3: Dubrovnik

Continuando a saga pela Croácia, depois de termos passado um dia em Zadar fizemos rumo a Dubrovnik de autocarro. Partimos às 6 da manhã para chegar quase 9 horas depois, por volta das 16h, a uma das cidades que eu estava mais curiosa por explorar.

 

Mas antes de lá chegarmos, houve um pequeno (quase) percalço. Estamos calmamente a seguir no autocarro e a aproveitar uma das melhores vistas que já tive, quando o condutor diz no seu inglês arranhado "Ok, everybody passports". Eu e a C. ficámos parvas a olhar uma para a outra: passaportes? Agora? Mas porquê? Começamos a ver um check point de fronteira a aproximar-se. Será que tínhamos adormecido e já tínhamos passado Dubrovnik? Estaríamos a sair do país para Montenegro? Não fazia muito sentido visto que a última paragem deste autocarro deveria ser Dubrovnik. Decidi tirar o mapa da Croácia que tinha comigo e vejam só o que eu descobri:

 

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 Há uma parte da costa que pertence à Bósnia Herzegovina.

 

O QUE É ISTO.

 

QUE SENTIDO É QUE ISTO FAZ.

 

Tanto eu como a C. ficámos parvas e bastante divertidas com esta nova descoberta e apresentámos prontamente os nossos passaportes quando as autoridades da fronteira entraram no autocarro. E, para nossa sorte, ainda tivemos direito a fazer uma paragem de descanso na Bósnia o que quer dizer que, ya, visitámos dois países numa semana. E vejam só como a Bósnia é linda:

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 Depois desta divertida paragem, seguimos por mais duas horas de viagem e finalmente chegámos a Dubrovnik. A cidade sempre me fascinou sinceramente pelas fotografias que sempre vi na internet. Trabalhei durante 6 meses como blogger e copywriter numa empresa de viagens e Dubrovnik era sempre a cidade que mais gostava de destacar (para além de Lisboa claro ;) ). Vejam só: é uma cidade pequeníssima que quase parece uma pequena península abraçada por muralhas antigas.

 

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Infelizmente quando chegámos estava a chover torrencialmente por isso corremos para encontrar o nosso apartamento e ligámos à proprietária para nos vir abrir a porta. Na realidade, tínhamos reservado um quarto na House Tereza mas o quarto era tão completo que lhe chamávamos apartamento. Tínhamos casa-de-banho, um quarto espaçoso, televisão, Wi-Fi, frigorífico e até uma pequena mesa. Ficámos muito bem servidas e a proprietária foi novamente muito simpática e ajudou-nos imenso a encontrar os locais de maior interesse perto do apartamento. Para além disso, ficámos outra vez super bem localizadas mesmo no meio do centro histórico e por isso conseguimos fazer sempre tudo a pé.

 

Depois de arrumarmos as nossas coisas, tomarmos um duche e descansado um pouco, saímos para comer e passear pela cidade. Felizmente tinha parado de chover e deu para andarmos à vontade pela cidade antiga de Dubrovnik. Acabámos por não entrar em lado nenhum porque tudo o que era museus estava fechado mas ficámos com um bom plano de coisas para explorar no dia seguinte. Depois de tirarmos algumas fotografias, decidimos ir beber um copo. Sabíamos que havia um pub irlandês (muito bem indicado pela dona do apartamento) onde queríamos ir mas ainda era demasiado cedo. Estávamos a andar um pouco sem destino até que encontrámos o seguinte sinal:

 

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 Tivemos que o seguir (eu com algum ceticismo e a C. toda entusiasmada). Mas felizmente, não desiludiu! Mesmo por fora das muralhas, alguém teve a excelente ideia de criar um pequeno bar que serve bebidas e realmente oferece uma das melhores vistas de por-do-sol que eu já vi (ainda melhor que a de Zadar que me tinha maravilhado no dia anterior).

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 Foi aqui que eu e a C. tivemos um daqueles momentos em que tudo pareceu simplesmente encaixar. Estávamos exatamente onde queríamos estar, com quem queríamos estar e a fazer o que queríamos estar a fazer. Foi dos momentos na minha vida em que me senti mais serena, com a certeza que tudo estava no seu sítio certo.

 

Depois das nossas Smirnoff Spin, aventurámo-nos novamente pela cidade e acabámos por passar a noite no pub irlandês onde conhecemos uma australiana muito simpática e umas espanholas muito divertidas. Os pubs irlandeses têm um grande significado para mim e para a C. porque nós conhecemo-nos quando estávamos a estudar na Irlanda juntas. Não podíamos deixar passar a oportunidade de matar um bocadinho de saudades desses tempos!

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 O dia seguinte foi cheio de atividades turísticas: passeámos pelas muralhas, subimos um teleférico para ter uma vista deslumbrante de Dubrovnik, explorámos algumas igrejas e palácios e terminámos o dia com um dos melhores jantar da viagem toda (mexilhões frescos como nunca tinha comido e um ótimo vinho branco). Aqui ficam algumas fotografias das nossas aventuras.

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No dia seguinte, partimos rumo a Split. Aí sim, tivemos uma noite que eu certamente nunca vou esquecer!

Dia 1: Zadar

Depois de vos contar das minhas aventuras por Londres no último dia desta viagem e de vos mostrar algumas fotografias tiradas com o meu selfie stick jeitoso, agora sim entramos nos pormenores de uma das minhas viagens preferidas até hoje!

 

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Durante 8 dias percorri um pouco da costa da Dalmácia com uma das minhas melhores amigas. Estes dias serviram não só para descobrirmos um país realmente deslumbrante, como também deram para matarmos algumas saudades que já vínhamos a acumular e ainda para celebrarmos uma série de notícias boas que recebemos dias antes de partirmos em viagem (até parece que foi tudo planeado!).

 

Como eu partia de Lisboa e a C. da Alemanha, não conseguimos chegar ao mesmo tempo à Croácia. Eu cheguei a Zadar no dia 28 à noite e ela chegou na manhã seguinte. Decidi marcar uma noite num dormitório no Old Town Hostel e a noite seguinte num quarto duplo no mesmo hostel. Para minha surpresa, assim que cheguei, a Inês (sim, parece que o nome Inês não é assim tão incomum na Croácia!) recebeu-me e ao ver as duas reservas que tinha feito perguntou-me se estava à espera de alguém. Disse-lhe que sim e expliquei-lhe que ela só chegaria na manhã seguinte e imediatamente a Inês disponibilizou-se para me deixar ficar já no quarto duplo sem me fazer pagar a diferença. Foi fantástico!

 

Para além da simpatia da Inês, achei o hostel ótimo, muito limpo e, melhor que tudo, super bem localizado. Estávamos mesmo no centro histórico da cidade e assim, quando a C. chegou, começámos logo a explorar.

 

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Depois de um passeio à beira-mar, decidimos explorar o centro histórico da cidade. Visitámos uma igreja antiga, passeámos pelos parques da cidade, e subimos a uma torre antiga para ter uma vista panorâmica da cidade. Parámos para comer numa das várias pastelarias de rua e por fim decidimos ir descansar um pouco para o quarto porque estávamos as duas cansadas da viagem.

 

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Depois de um duche, uma sessão bastante exaustiva de maquilhagem e muita conversa, saímos novamente para as ruas estreitas de Zadar desta vez para ver um dos por-do-sol mais lindos que já vi! Em Zadar, à beira do mar, há uma zona onde puseram um painel azul (não vos sei explicar pormenores disto porque engenharia e qualquer tipo de ciência aliás não é comigo). Quando o sol se põe, aquilo faz um efeito lindo! Para além disso, mesmo aí ao lado, existem umas escadas que descem até ao mar (e que infelizmente não vos consigo explicar como elas foram feitas também) mas quando as ondas embatem nelas, produzem um som que parece música.

 

Mais à noite, e depois de jantarmos num restaurante italiano (havia imensos pela cidade)  ainda fomos beber um copo mas acabámos por não ficar muito tarde porque na manhã seguinte tínhamos um autocarro para apanhar às 6h da manhã!

 

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A cidade de Zadar surpreendeu-me. Só lá passámos mesmo porque era o sítio onde os nossos vôos aterravam, mas a cidade não desiludiu. A parte histórica estava muito bem restaurada, as vistas do mar eram lindas, tínhamos uma grande variedade de sítios para comer e a facilidade de acesso a tudo tornou o nosso dia muito mais agradável. No entanto, a cidade é relativamente pequena e os locais históricos são poucos por isso um dia foi mais que suficiente para ficar a conhecer Zadar.

24 Horas em Londres

Se acompanham o blog, já estão fartos de saber sobre a minha viagem à Croácia dada a expectativa que fui criando. E a única coisa que se seguiu a essa expectativa foi um silêncio de mais de um mês... Foi por uma razão muito válida que será mais tarde explicada mas até lá:

 

 

E agora que já me perdoaram (obrigada malta), deixem-me levar-vos comigo pela minha viagem à Croácia começando então pelo último dia. Só para ser diferente.

 

Então, comecemos.

Para conseguir bilhetes baratos, marquei o meu vôo para a Croácia através da RyanAir para Londres e só depois para Zadar. À vinda, o meu vôo aterrava em Londres às 18h30 de dia 5 de maio e o meu vôo para Lisboa só saía no dia seguinte às 18h. Assim, aproveitei as minhas 24 horas em Londres para visitar uma cidade que sempre me intrigou. 

 

Para dormir bem e ficar numa zona central sem gastar muito dinheiro, reservei uma cama num dormitório do hostel Clink78. Foi uma das melhores decisões que tomei: localizado a 10 minutos a pé da St. Pancras Station, a localização não podia ser mais central pelo preço que paguei. E por apenas cerca de €20 por uma cama num dormitório feminino de 6 camas ainda tive um excelente pequeno-almoço incluído e sala para me guardar a mala no dia seguinte.

 

Assim que cheguei, fui tomar um duche. Estava exausta da semana louca na Croácia com a C. e do dia de viagem. Comi a sandes que tinha comprado no Prêt-à-Manger na cama e conversei um bocadinho com as duas canadianas com quem estava a partilhar o quarto. Foram muito queridas e coincidentemente viviam na mesma parte do Canadá onde eu tinha vivido por isso a conversa foi fácil. Deram-me umas dicas sobre a cidade, visto que já lá estavam há uns dias, e recomendaram-me a visita guiada gratuita de Londres que partia do hostel às 10h todos os dias.

 

Felizmente, segui o conselho delas e descobri a parte mais "turística" de Londres com a guia Rachel da Sandemans. Foram 3h30 de caminhada, por vezes com chuva e sempre com frio, mas também sempre com entusiasmo e (melhor ainda) com uma ótima refeição no final com direito a desconto e tudo.

 

Confesso que nunca tive aquele fascínio por Londres que toda a gente parece ter, mas a cidade surpreendeu-me imenso e assim que comecei a explorá-la senti-me como uma criança numa loja de brinquedos. Começámos a caminhada perto de Covent Garden, parámos em Trafalguar Square, seguimos para St. James Palace para ver chegar a guarda nepalesa (já vos explico*), fomos depois para Buckingham Palace para ouvir umas histórias interessantes e depois atravessámos St. James Gardens para chegar ao Big Ben e a Westminster Abbey. As fotografias estão em baixo.

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 Como podem ver, o tempo não estava particularmente bom mas a certa altura a nossa guia esteve de manga à cava! Disse que este era um dia de "bom tempo" porque a chuva "ia e vinha". Coitaditos.

 

Mas Londres realmente é qualquer coisa. Claro que as 24 horas que lá passei não foram suficientes para conhecer a cidade por dentro e por fora mas fico feliz porque não desiludiu e, aliás, só me intrigou ainda mais. Espero poder voltar em breve!

 

*No dia em que visitei Londres, era o segundo centenário da celebração de um acordo de paz entre a Grã Bretanha e o Nepal. Durante a guerra entre os dois países, o respeito entre ambos foi tanto que o exército britânico chegou a contratar vários oficiais nepaleses depois da guerra. Assim, as relações amistosas mantiveram-se entre os dois países através da celebração da paz com o envio da guarda nepalesa para guardar Buckingham Palace.

Como É: Fazer Voluntariado na Índia

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Como já mencionei aqui, no verão de 2011 passei 6 semanas a fazer voluntariado na Índia. Decidi ir até à Índia porque era dos países (dentro dos que podia escolher) que achei que mais me chocaria e impressionaria. Achei que se era para fazer voluntariado lá fora (porque em Portugal sempre tinha feito) então deveria ir para o sítio mais diferente de Portugal possível. E assim cheguei a Hyderabad em Julho de 2011.

 

Toda a experiência foi bastante intensa e, a pedido de uma das leitoras do blog, aqui ficam as respostas às perguntas mais frequentes que me fazem:

 

Como é que fui? Consegui esta experiência espetacular de voluntariado através da AIESEC, uma organização internacional composta por estudantes que existe precisamente para arranjar estágios ou oportunidades de voluntariado para outros estudantes universitários no mundo inteiro. Sinceramente, não recomendo que vão através da AIESEC se estão a pensar em procurar uma experiência destas. Cada delegação local da AIESEC é gerida de maneira diferente e por isso o tipo de condições varia muito de um sítio para outro. Para além disso, esta organização é gerida por estudantes universitários voluntários (ou seja, não remunerados) por isso nem sempre a motivação para trabalhar é a maior. Conheço pessoas que tiveram experiências fantásticas através da AIESEC mas isto não é garantido e por isso não recomendo que vão através desta organização.

 

Quais eram as condições? Supostamente (muito supostamente!) eu fui enviada para Hyderabad para ser recebida pela AIESEC de lá que me assegurava alojamento, refeições e transportes para a escola onde ia estar a trabalhar. A casa que me arranjaram só tinha quatro camas (não tinha casa-de-banho, água, cozinha, e muito menos algo que se parecesse com uma sala de estar/jantar), e as refeições e o transporte fui eu que paguei sempre. Passado uma semana na tal casa sem nada (sem tomar banho e, perdoem-me o pormenor mas, a fazer xixi para uma garrafa de água), tive a sorte (sim! a sorte!) de ter uma colega de faculdade que também estava na mesma cidade que eu mas num apartamento com condições normais. Assim que pude, apanhei um taxi e passei a morar com ela (o que chateou imenso os rapazitos da AIESEC mas eles que vão viver sem casa-de-banho e depois falamos). Neste novo apartamento até televisão tínhamos mas a certa altura chegámos a ser... 20 pessoas num apartamento onde no máximo dos máximos viviam bem ("bem") umas 7 pessoas. Foi... interessante!

 

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O que é que fiz? Felizmente, as minhas 6 semanas na Índia não se resumiram a dramas da AIESEC! Estive este tempo todo a trabalhar numa escola criada por uma associação sem fins lucrativos localizada num bairro de lata em Hyderabad. Dava aulas de inglês a crianças dos 10 aos 14 anos e dava aulas de substituição quando era preciso. Também acabei por dar apoio ao diretor da escola e conheci muitas das empresas que prestam apoio à organização. Podem conhecer melhor a escola e organização aqui. Para além de trabalhar, também aproveitei muitos fins-de-semana para viajar, claro! Fui a sítios de que nunca tinha ouvido falar (tipo Bubaneshwar) e a outros que nunca pensei ter a oportunidade de visitar um dia (tipo o Taj Mahal) e aproveitei essa parte ao máximo.

 

Quanto é que custou? Ao todo, as 6 semanas custaram cerca de €2.000 (talvez um pouco mais). Isso inclui vôo (que ronda os €1.000), refeições, transporte, viagens pela Índia, telemóvel, e... todos os pequenos extras de uma vida a descobrir um país novo. Na altura, 1 euro valia cerca de 60 rupias por isso a maior parte das coisas era relativamente barata e muitas vezes as entradas nos museus eram 1 rupia (preço especial de estudante), por exemplo, portanto aquilo em que gastei mais dinheiro foi transportes e souvenirs.

 

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Do que é que gostei? As 6 semanas foram atribuladas e admito que chorei nas primeiras duas noites em que lá estive, mas houve coisas de que gostei também claro! Adorei principalmente as crianças com quem trabalhei e os funcionários da organização. O diretor especialmente era uma pessoa impecável que criou esta associação de raíz e se dedica a ela praticamente a tempo inteiro apesar de ter um emprego também. Adorei as pessoas que fui conhecendo nas viagens que fiz pela Índia. Adorei a comida (apesar de no final ter apanhado uma gastrite terrível que me fez perder uns 5kg). Adorei aprender a comer com as mãos! E adorei o desafio que foi.

 

Do que é que não gostei? Houve muitas coisas que correram mal, mas principalmente aquilo de que não gostei foi mesmo a atitude das pessoas da AIESEC de Hyderabad. Enganaram-nos imensas vezes e só souberam causar mais problemas numa experiência que só por si não é nada fácil. Mas, para além disso, a única coisa de que não gostei mesmo foi o choque cultural (especialmente na perspetiva de uma mulher). Sou muito apologista da relatividade cultural e que devemos respeitar a maneira de ser diferente de pessoas e culturas diferentes, mas isso é muito (muito) difícil de engolir quando somos mulheres a viver num país extremamente conservador. Os olhares constantes, os piropos, as motas a atravessarem-se à nossa frente e pararem no passeio para os homens ficarem a olhar, enfim.. Tudo isso foi muito complicado! Não gostei apenas porque, feminista que sou, estas coisas mexem comigo a um nível até mais ideológico do que pessoal.

 

O que é que aprendi? Muita gente me pergunta se eu gostei da minha experiência na Índia e eu sinceramente não sei responder. Acho que a pergunta mais importante não é essa. O objetivo da minha ida à Índia era desafiar-me e isso consegui fazer sem dúvida. Desde aprender a viver uma semana sem casa-de-banho (quem sabe, este poderá ser um skill útil para o futuro!), a saber lidar com (leia-se cagar para) o machismo extremo, a aprender sobre o que é mesmo a probreza, a redescobrir a minha veia criativa a dar projetos interessantes para os meus meninos, a conhecer lugares e uma cultura completamente diferente... Toda esta experiência ensinou-me muito mais do que eu alguma vez esperava. E recomendo vivamente a todos que um dia experimentem algo do género: atirem-se de cabeça para um coisa que acham que não vão gostar muito. O resultado é surpreendente.

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