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A Pé Descalça

Kandersteg, Suíça ou O Paraíso na Terra

Em novembro, tive a sorte descomunal de passar uma semana em formação na Suíça. Foi algo que surgiu de forma repentina e portanto eu acabei por seguir viagem ser grandes expectativas e, principalmente, sem grande entusiasmo. Com tanto que se estava a passar na altura, esta viagem à Suíça passou-me completamente ao lado até ao momento em que aterrei em Zurique.

 

Mas algum contexto primeiro. Porque fui à Suíça? Tal como disse, fui em formação. Mais especificamente, fui a uma formação financiada pela Comissão Europeia sobre o Diálogo Intercultural. Como é que nós, enquanto técnicos em projetos de intervenção social com jovens imigrantes ou de etnias minoritárias, pensamos sobre questões de interculturalidade (Estereotipos, Identidade, Cultura)? Através de dinâmicas de educação não-formal, juntou-se um grupo de 30 pessoas dos mais variados cantos do mundo - Palestina, Bulgária, Kosovo, Israel, Roménia, Espanha, Portugal, Irlanda, e muito mais. Foi uma semana inesquecível com pessoas espetaculares e o lugar onde ficámos muito contribuiu para isso também.

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Nomeadamente, ficámos em Kandersteg - uma pequena vila no meio dos Alpes Suíços mais conhecida como estância de ski. Tivemos sorte, apanhámos a primeira neve da estação e eu, que já não via neve a sério há uns 7 anos, fiquei totalmente deslumbrada.

 

Alojados no Kandersteg International Scouts Center, fomos super bem recebidos pelos escuteiros e ficámos totalmente isolados num pequeno vale a 20 minutos da vila de Kandersteg. Entre sessões de formação, almoços de trabalho, e reuniões de grupo até às tantas da manhã ainda deu para termos algum tempo livre para passear, construir bonecos de neve, tirar umas quantas 500 fotografias e aproveitar os lindos dias de sol. 

 

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2016 Travel Resolutions

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Como é tradição, o Ano Novo é uma altura de resoluções, promessas, e novos planos. Em 2015, pude viajar um bocadinho e descobrir novas cidades e pessoas, mas o meu grande objetivo para 2016 é poder viajar ainda mais, tanto dentro como fora do país. Para tornar esse sonho realidade, há algumas coisinhas que vão ter que mudar por isso, em 2016 eu vou...

 

...POUPAR MAIS

Para um mero mortal como eu, o primeiro passo para tornar possível qualquer viagem é poupar, poupar e poupar mais um pouco. Na prática, isto significa menos saídas à noite, menos roupa nova (desnecessária) no armário, e menos jantares fora. Na prática, isto não significa abdicar de uma vida social! Significa mais jantares chez moi, mais noites como designated driver a tomar conta dos meus amigos bêbedos trêbedos, menos filas caóticas à porta de discotecas, mais criatividade para criar novos conjuntos de roupa. Significa uma vida em que a prioridade é viajar e em que o dinheiro é contado e poupado com um propósito.

 

...MUDAR O MEU ESTILO DE VIDA

A par e passo com uma maior poupança, está a mudança de estilo de vida. Abdicar de um estilo de vida materialista para passar a um estilo de vida minimalista. E abdicar daquilo que é conhecido como uma vida profissional "normal" para escolher um caminho que me permita fazer aquilo que mais me dá prazer - viajar. Sim, este é o ano em que me vou oficialmente tornar num nómada digital. Mais novidades em breve!

 

...TIRAR MAIS (E MELHORES) FOTOGRAFIAS

Quando viajamos, é importante sabermos estar presentes e aproveitar os momentos únicos que cada viagem nos proporciona e eu (regra geral) faço isso bem. Mas uma coisa de que, por vezes, sinto falta é de voltar a casa e poder ter fotografias para poder relembrar os melhores momentos, criar um álbum ou imprimir algumas das minhas preferidas para pendurar na porta do frigorífico. Isto já é algo que tenho vindo a fazer (em novembro estive uma semana na Suíça e tirei 500 fotografias )  mas agora também queria melhorar a sua qualidade. Talvez um workshop rápido de fotografia se venha a avizinhar no meu futuro próximo.

 

...PARTILHAR MAIS

Gosto sempre de partilhar as minhas viagens com amigos e família mas não tenho conseguido fazê-lo tão bem ultimamente, muito menos aqui convosco no blog (provavelmente, e se não me seguem no Instagram, nem sabiam que eu tinha estado na Suíça em novembro ). Portanto, em 2016 quero partilhar mais - contar-vos mais das minhas pequenas aventuras e saber também mais das vossas!

 

...PARTIR PARA O DESCONHECIDO

Claro que o objetivo de viajar é ir para algum lugar que não conhecemos mas há lugares mais desconhecidos que outros. Na maior parte das vezes, os destinos que elegemos para viagens são países ou cidades de que já ouvimos falar nas notícias, através de amigos ou simplesmente porque fazem parte da nossa cultura pop (pensemos em Paris, Londres, Berlim, Nova Iorque, etc.). Mas os destinos que me atraem para este novo ano são lugares que para mim são largamente desconhecidos. E o primeiro é a Palestina.

 

...ENCONTRAR-ME COM AMIGOS

Para além de ir para lugares (quase) totalmente desconhecidos, também quero, em 2016, viajar para cidades ou países onde possa encontrar amigos meus que vivem fora. (In)Felizmente já são muitos os meus amigos estrangeiros e se não fizermos o esforço de nos encontrarmos algures no mundo de vez em quando, é mais fácil perder o contacto. Por isso, 2016 será o ano de reencontros.

 

...VIAJAR SOZINHA

Sim, quero coisas opostas. É a lei da (minha) vida. Quero encontrar-me com amigos mas também quero muito viajar sozinha. Já tinha pensado nisto em 2015, e 2016 é o ano de por o plano em ação. Não tem que ser um mês a percorrrer a América Latina sozinha nem uma semana a relaxar em Bali (se bem que.... se pudesse!); eu contento-me com um pequeno fim-de-semana em Sevilha. Mas este ano vou viajar sozinha pelo menos uma vez.

 

Podem ser muitas resoluções, talvez, mas todas elas vão ajudar a tornar o meu ano ainda melhor que 2015. E 2015 já foi um ano muito bom! E vocês, que resoluções têm para o Ano Novo?

Brunch no Quinoa

O fim-de-semana está aí a chegar e não há nada que eu mais goste ao sábado do que um brunch. Há umas semanas, fui com a minha família experimentar o Quinoa, no Chiado, e não podia ter sido mais bem surpreendida.

 

Por fora, o Quinoa é super discreto e nós quase passamos pela Rua do Alecrim sem dar por ele mas por dentro está um pequeno mundo de ovos mexidos, salmão fumado, saladas de fruta, sumos naturais e muitos doces.

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O espaço por dentro é pequeno e infelizmente não dá para fazer reservas. Os dois pisos acolhem cerca de 40 pessoas no máximo, com a maior concentração no rés-do-chão e algumas mesas com mais privacidade na varanda interior e numa sala mais escondida ao fim do primeiro piso. Nós tivemos sorte e apanhámos uma mesa para cinco pessoas em menos de 10 minutos.

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Instalámo-nos rapidamente no primeiro piso e atacámos o buffet. Sim queridos, o Quinoa serve o brunch em buffet e por apenas 15,90€ podemos servir-nos do que quisermos, as vezes que quisermos. Eu comecei pelos salgados: quiche de espargos, ovos mexidos, salmão fumado e cogumelos salteados. Depois, foi a vez dos doces: mini-napolitanas, iogurte natural com frutas e um sumo natural de laranja. Para terminar, umas fatias de pão com manteiga e depois - a melhor parte - repetir a dose.

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Repeti tudo a que tinha direito porque estava mesmo tudo delicioso. Só não gostei do pão porque não era pão fresco... Em vez disso, servem um pão de fatia e eu confesso que não apreciei tanto. Mas repeti tanto do resto que fiquei cheia até ao lanche.

 

À nossa volta estavam principalmente turistas e nós quase não ouvimos uma palavra portuguesa que não viesse da nossa própria mesa. Mas mesmo assim, o restaurante tem um charme muito próprio que não sofre por atrair tantos estrangeiros. Não é mais um copy/paste de restaurantes para turistas e, apesar de poderem considerar 15,90€ um preço elevado para um pequeno-almoço/almoço, ele é muito em conta dada a qualidade do buffet. (Para além disso, têm opções mais baratas com escolhas mais limitadas.)

 

Portanto, se este fim-de-semana estiverem a pensar aproveitar o bom tempo para passear um bocadinho pelo Chiado, saiam de casa um bocadinho mais cedo e passem pelo Quinoa. Espera-vos o melhor brunch que já tomei em Lisboa.

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Contactos

Rua do Alecrim, 54, Chiado, Lisboa

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V'15 | Kruger National Park

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 Este ano pude fazer uma viagem com que já andava a sonhar há algum tempo: fazer um safari no Kruger National Park. Localizado na África do Sul, o Kruger é um parque natural com cerca de 20.000km2 e que se extende ao longo da fronteira entre este país e Moçambique por mais de 350km.

 

No Kruger, os animais selvagens andam livremente pelo parque e nós, os visitantes, podemos apenas circular em estradas designadas e esperar ter a sorte de os apanhar a passear. Podemos optar por fazer um safari com um guia mas nós estávamos confiantes na nossa capacidade de nos orientar lá dentro portanto decidimos ir no nosso carro e explorar o parque sozinhos.

 

Como estávamos em Moçambique e queríamos aproveitar bem o dia, saímos muito cedo - antes de o sol nascer sequer - às 4h da manhã. Em pouco mais de duas horas estávamos oficialmente na África do Sul e em cerca de 40 minutos entrámos no Kruger Park pela Malalane Gate.

 

Começámos muito bem o dia, logo com uma família de elefantes à beira da estrada a comer - e a partir daí, só melhorou. Vimos leões, leopardos, elefantes, girafas, rinocerontes, tartarugas, javalis... Enfim. Em baixo ficam algumas das minhas fotografias preferidas.

 

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23 em Moçambique

O ano passado celebrei os meus anos de uma maneira diferente (os meus anos são a 5 de outubro para quem quiser começar a adiantar já um presentinho). Estava em Maputo há um mês com o meu namorado e decidimos ir passar o fim-de-semana fora da cidade ao Bilene.

 

Ele nem gosta muito do Bilene mas eu adoro ir lá: a viagem faz-se bem (leia-se: faz-se em estrada pavimentada), faz-se rápido (são só cerca de 3 horinhas de carro), e as praias na lagoa têm água calminha e quentinha.

 

Passar o dia de anos longe da família e dos amigos não foi fácil, mas tive a melhor companhia do mundo e pude festejar os meus anos num país diferente e numa estação do ano completamente diferente. Finalmente tive um dia de anos com sol e calor!!

 

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Decidimos passar o fim-de-semana na Villa Espanhola que nos recebeu super bem. Por cerca de 2000 MZN (cerca de €50) tivemos direito a duas noites numa villa privada e pequeno-almoço incluído. O sítio era super giro e ainda por cima ficava mesmo em cima da praia por isso não podíamos ter ficado melhor instalados!

 

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O pequeno-almoço era servido numa sala comum, que também podíamos utilizar para almoçar e jantar. Infelizmente eles não tinham restaurante mas tinham um grelhador comum no jardim que podia ser utilizado por todos os hóspedes e a cozinha também estava aberta a todos. Como as villas têm todas um mini-frigorífico, podíamos ter levado comida para cozinhar mas... a preguiça falou mais alto Tivemos alguma dificuldade em encontrar restaurantes para jantar (ainda não era a época alta de turismo por isso estava tudo um pouco deserto) mas almoçámos sempre bem!

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 A melhor parte, no entanto, foi mesmo a praia. Era só descer uns degrauzinhos e estávamos lá, no nosso cantinho de areia branquinha.

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No segundo dia, decidimos aventurar-nos um bocadinho e fomos dar uma volta de carro pela vila. Acabámos por nos ir afastando mais para o interior e descobrimos um lago lindo de morrer. Saímos do carro para apreciar a vista e eu fiquei absolutamente deslumbrada.

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 No final de contas, foi um dia de anos muito bem passado e um fim-de-semana perfeito. Pelo meio destes passeios todos, ainda recebi imensos telefonemas, chamadas de Skype e chamadas no FaceTime de família e amigos a dar-me os parabéns.

 

Que este ano seja ainda melhor!

Um Fim-de-Semana na Serra da Estrela

Em dezembro do ano passado, quando o meu namorado me veio visitar a Portugal, aproveitámos para fazer uma escapadela. Como ele nunca tinha visto neve, decidimos ir passar um fim-de-semana à Serra da Estrela.

 

Sim, sim, dezembro não é a melhor altura para se fazer ski ou snowboard mas nós não temos muita escolha porque ele só cá vem uma vez por ano. De qualquer das maneiras, aproveitámos muito bem a neve e toda a viagem.

 

A caminho da Covilhã, aproveitámos para viajar pelas estradas nacionais e ficar a conhecer um bocadinho mais do país. Parámos em Castelo Branco onde visitámos o castelo e o Museu Cargaleiro. Eu gostei imenso de ficar a conhecer a cidade! Não tenho muitas oportunidades para visitar o norte do país, por isso foi uma visita muito gira.

 

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Ao final do dia, chegámos à Covilhã e fomos recebidos com um dos por-do-sol mais lindos que já tinha visto. Através do Groupon conseguimos um desconto ótimo para 2 noites no Hotel dos Carqueijais com pequeno-almoço incluído mais forfait para dois dias na Estância de Ski da Serra da Estrela. Estávamos super entusiasmados por explorar a Covilhã (até porque é a terra natal da minha avó paterna) mas o M. estava ainda mais entusiasmado por ver neve no dia seguinte.

 

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Como não conhecíamos nada da cidade, nessa noite pesquisámos no Tripadvisor os melhores restaurantes da zona e acabámos por ir jantar ao Comer & Beber. Foi a melhor decisão que tomámos!

 

O chef, que era italiano ou argentino (já não me lembro bem, perdoem-me), recebeu-nos super bem. Tentámos olhar para o menu mas ele virou-se para nós e disse "Têm muita ou pouca fome?", ao que respondemos "Média" meio a rir. Ele aprontou-se logo a sugerir-nos um menu para o nosso jantar com algumas entradas e pratos principais, adaptando sempre aos nossos gostos quando dizíamos que um de nós não gostava particularmente de um prato. Foi uma experiência única e o melhor é que nos ficou super barato! Já não me lembro bem do preço exato que pagámos, mas sei que não passou dos €15 por pessoa e tivemos direito a tudo.

 

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Os dias que se seguiram foram cheios de quedas na neve para o M. e um sentimento nostálgico para mim. A última vez que tinha feito ski fora quando ainda estava a viver nos Estados Unidos (ou se calhar até antes disso, quando vivi no Canadá) por isso foi bom recordar. O M. no segundo dia já tinha apanhado melhor o jeito por isso ainda conseguimos tirar umas fotografias e filmagens com ele em ação. Foi ótimo ver neve, estar no frequinho e depois voltar para o hotel que tinha ótimas instalações e uma vista deslumbrante da Covilhã.

 

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Sem dúvida, uma aventura a repetir!

Dias 6 & 7: Hvar

Depois de tantas andanças por Zadar, Dubrovnik e Split, eu e a C. decidimos guardar uns dias descanso para o final da nossa viagem. E que melhor sítio para descansar que uma ilha paradisíaca como Hvar?

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Hvar é mais conhecida pela sua vida noturna e pelo jetset que passa lá os seus verões (exemplos incluem o Príncipe Harry da Grã Bretanha) mas como eu e a C. passámos por lá durante a época baixa, a ilha ainda estava relativamente calma. 

 

Ficámos instaladas no Hvar Out Hostel, um hostel que fica a menos de 5 minutos a pé da marina (por onde chegámos de ferry). Apesar de infelizmente não ter sido o sítio mais limpo e arranjado onde ficámos na Croácia, a rececionista era super divertida e levou-nos a sair à noite com as outras raparigas que estavam no hostel.

 

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Depois de arrumarmos as nossas coisas, conseguimos apanhar uma visita guiada a pé gratuita pela cidade de Hvar onde a guia nos explicou como a ilha tem funcionado à base do turismo desde 1850 quando se estabeleceu como uma estância termal. Foi interessante ficar a conhecer um bocadinho da ilha: apesar de pequenina, havia muitos pormenores acerca do desenvolvimento de Hvar que valeram a pena ficar a conhecer. E depois de andarmos tanto a pé, claro que tivemos que ir à procura de um restaurante que servisse mexilhões! Encontrámos um mesmo na marina e ficámos muito bem servidas novamente.

 

À noite a Joi, a rececionista do hostel, levou-nos a sair com umas americanas que também estavam a passar a noite no hostel. Como ainda estava a recuperar da noite anterior, não bebi mas a C. bebeu um pouco da vodka que tínhamos comprado em Split.

 

Volto a repetir: não. bebam. vodka. barata. na. Croácia.

 

O dia seguinte foi passado a descansar. Acordámos tarde, comemos um delicioso brunch na praça principal da cidade e seguimos para a praia. Passámos lá o dia a ler, conversar, ouvir música e, essencialmente, a descansar. Ao final da tarde (e depois de a C., com a sua pele nórdica, ter apanhado um escaldão enquanto eu nem bronzeei) saímos para explorar o forte que fica atrás e essencialmente em cima da cidade. A vista era deslumbrante e pudemos aproveitar um belo caminho pela natureza para lá chegar.

 

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Depois de várias horas de transportes e uma semana a explorar cidades tão diferentes, Hvar era mesmo aquilo de que precisávamos: um lugar calminho para recarregar as baterias. Tivemos sorte porque só na época baixa é que a ilha é tão tranquila (no pico do verão a população da ilha passa de 4,500 para 15,000). Mas foi o lugar ideal para terminar uma viagem tão perfeita.

 

Agora, depois de olhar para estas fotografias, só me apetece começar a planear já a próxima escapadela! Mas, para já, é preciso recomeçar o ciclo e começar a poupar ;)

Dias 4 & 5: Split

Depois de ter passado por Zadar e Dubrovnik, a próxima paragem no nosso itinerário pela Croácia foi Split. Depois de 4 horas de autocarro e uma breve passagem pela Bósnia novamente, chegámos ao nosso destino e procurámos rapidamente o nosso apartamento.

 

Felizmente, fomos autênticas génias (sei que esta palavra não existe no feminino em português mas recuso a usar a palavra no masculino para me descrever a mim própria) a marcar as nossas estadias nesta viagem e por isso o nosso apartamento ficava mesmo perto da paragem de autocarros. Reservámos um dos Beach City Pearl Apartments onde fomos prontamente recibidas pela proprietária que também se mostrou muito flexível na nossa hora de check-out pois não tinha ninguém a entrar no apartamento no dia seguinte. Com cozinha equipada, uma casa-de-banho e um quarto/sala espaçoso, estávamos mais que preparadas para passar uma bela noite em Split!

 

Depois de arrumarmos as nossas coisas, decidimos sair para explorar. A localização perfeita do apartamento deixava-nos a 5 minutos a pé da praia e a 10 minutos do centro histórico. Passámos num supermercado para comprar comida e bebidas e depois fomos explorar a zona da marina e da praia.

 

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Infelizmente já era o final da tarde e já não estava calor suficiente para entrarmos na água (se bem que havia por lá uns americanos muito divertidos a nadar) mas decidimos explorar a zona da marina. Havia por lá uns bares e discotecas e decidimos que iríamos aproveitar esta noite para sairmos mesmo. Comprámos uma vodka baratíssima no supermercado e voltámos para casa para fazermos o jantar e começarmos-nos a arranjar.

 

Enfim, em jeito de resumo da noite, só vos tenho a dizer uma coisa: não comprem vodka barata na Croácia.

 

 Ouviram bem?

 

Não. Comprem. Vodka. Barata. Na. Croácia.

 

A manhã seguinte foi lenta e difícil mas lá arranjámos maneira de nos sentirmos bem o suficiente para arrumarmos as nossas coisas, comer qualquer coisa e seguir a pé para a cidade antiga para explorar a cidade histórica de Split. A parte antiga de Split é muito bonita porque é essencialmente a ruína de um palácio que serviu um pouco como os nossos castelos aqui em Portugal no sentido em que nobreza e povo coabitavam o espaço protegido pelas muralhas. Hoje em dia, sobrevive pouco do palácio por causa dos vários bombardeamentos da II Guerra Mundial e da guerra da antiga Jugoslávia. Mas o que resta é muito bonito e assim que entramos pelas muralhas, percebemos que estamos a viajar para uma outra época.

 

As caves do palácio podem ser visitadas e eu achei que valeu a pena, até porque dá para percebemos a dimensão da estrutura. Para além disso, subimos uma torre altíssima que me deu as maiores vertigens que já tive na minha vida, visitámos uma catedral, e fizemos umas comprinhas.

 

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 O ponto alto da nossa passagem por Split, no entanto, acho que foi a nossa chegada à cidade velha quando nos deparámos com o coro a capela a cantar música típica da costa da Dalmácia. Foi das coisas mais bonitas que já tinha ouvido até então. Podem ouvir um bocadinho que eu filmei aqui:

 O que é que acharam?

 

Split foi uma cidade engraçada de visitar mas deve ter mais vida na época alta do turismo. A cidade é mais conhecida pela sua famosa praia e vida noturna, mas nós infelizmente não pudemos aproveitar bem nem uma nem outra porque ainda não era bem a época. Mas imagino que no verão as noites de Split dêem que falar!

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Dias 2 & 3: Dubrovnik

Continuando a saga pela Croácia, depois de termos passado um dia em Zadar fizemos rumo a Dubrovnik de autocarro. Partimos às 6 da manhã para chegar quase 9 horas depois, por volta das 16h, a uma das cidades que eu estava mais curiosa por explorar.

 

Mas antes de lá chegarmos, houve um pequeno (quase) percalço. Estamos calmamente a seguir no autocarro e a aproveitar uma das melhores vistas que já tive, quando o condutor diz no seu inglês arranhado "Ok, everybody passports". Eu e a C. ficámos parvas a olhar uma para a outra: passaportes? Agora? Mas porquê? Começamos a ver um check point de fronteira a aproximar-se. Será que tínhamos adormecido e já tínhamos passado Dubrovnik? Estaríamos a sair do país para Montenegro? Não fazia muito sentido visto que a última paragem deste autocarro deveria ser Dubrovnik. Decidi tirar o mapa da Croácia que tinha comigo e vejam só o que eu descobri:

 

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 Há uma parte da costa que pertence à Bósnia Herzegovina.

 

O QUE É ISTO.

 

QUE SENTIDO É QUE ISTO FAZ.

 

Tanto eu como a C. ficámos parvas e bastante divertidas com esta nova descoberta e apresentámos prontamente os nossos passaportes quando as autoridades da fronteira entraram no autocarro. E, para nossa sorte, ainda tivemos direito a fazer uma paragem de descanso na Bósnia o que quer dizer que, ya, visitámos dois países numa semana. E vejam só como a Bósnia é linda:

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 Depois desta divertida paragem, seguimos por mais duas horas de viagem e finalmente chegámos a Dubrovnik. A cidade sempre me fascinou sinceramente pelas fotografias que sempre vi na internet. Trabalhei durante 6 meses como blogger e copywriter numa empresa de viagens e Dubrovnik era sempre a cidade que mais gostava de destacar (para além de Lisboa claro ;) ). Vejam só: é uma cidade pequeníssima que quase parece uma pequena península abraçada por muralhas antigas.

 

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Infelizmente quando chegámos estava a chover torrencialmente por isso corremos para encontrar o nosso apartamento e ligámos à proprietária para nos vir abrir a porta. Na realidade, tínhamos reservado um quarto na House Tereza mas o quarto era tão completo que lhe chamávamos apartamento. Tínhamos casa-de-banho, um quarto espaçoso, televisão, Wi-Fi, frigorífico e até uma pequena mesa. Ficámos muito bem servidas e a proprietária foi novamente muito simpática e ajudou-nos imenso a encontrar os locais de maior interesse perto do apartamento. Para além disso, ficámos outra vez super bem localizadas mesmo no meio do centro histórico e por isso conseguimos fazer sempre tudo a pé.

 

Depois de arrumarmos as nossas coisas, tomarmos um duche e descansado um pouco, saímos para comer e passear pela cidade. Felizmente tinha parado de chover e deu para andarmos à vontade pela cidade antiga de Dubrovnik. Acabámos por não entrar em lado nenhum porque tudo o que era museus estava fechado mas ficámos com um bom plano de coisas para explorar no dia seguinte. Depois de tirarmos algumas fotografias, decidimos ir beber um copo. Sabíamos que havia um pub irlandês (muito bem indicado pela dona do apartamento) onde queríamos ir mas ainda era demasiado cedo. Estávamos a andar um pouco sem destino até que encontrámos o seguinte sinal:

 

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 Tivemos que o seguir (eu com algum ceticismo e a C. toda entusiasmada). Mas felizmente, não desiludiu! Mesmo por fora das muralhas, alguém teve a excelente ideia de criar um pequeno bar que serve bebidas e realmente oferece uma das melhores vistas de por-do-sol que eu já vi (ainda melhor que a de Zadar que me tinha maravilhado no dia anterior).

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 Foi aqui que eu e a C. tivemos um daqueles momentos em que tudo pareceu simplesmente encaixar. Estávamos exatamente onde queríamos estar, com quem queríamos estar e a fazer o que queríamos estar a fazer. Foi dos momentos na minha vida em que me senti mais serena, com a certeza que tudo estava no seu sítio certo.

 

Depois das nossas Smirnoff Spin, aventurámo-nos novamente pela cidade e acabámos por passar a noite no pub irlandês onde conhecemos uma australiana muito simpática e umas espanholas muito divertidas. Os pubs irlandeses têm um grande significado para mim e para a C. porque nós conhecemo-nos quando estávamos a estudar na Irlanda juntas. Não podíamos deixar passar a oportunidade de matar um bocadinho de saudades desses tempos!

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 O dia seguinte foi cheio de atividades turísticas: passeámos pelas muralhas, subimos um teleférico para ter uma vista deslumbrante de Dubrovnik, explorámos algumas igrejas e palácios e terminámos o dia com um dos melhores jantar da viagem toda (mexilhões frescos como nunca tinha comido e um ótimo vinho branco). Aqui ficam algumas fotografias das nossas aventuras.

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No dia seguinte, partimos rumo a Split. Aí sim, tivemos uma noite que eu certamente nunca vou esquecer!

Dia 1: Zadar

Depois de vos contar das minhas aventuras por Londres no último dia desta viagem e de vos mostrar algumas fotografias tiradas com o meu selfie stick jeitoso, agora sim entramos nos pormenores de uma das minhas viagens preferidas até hoje!

 

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Durante 8 dias percorri um pouco da costa da Dalmácia com uma das minhas melhores amigas. Estes dias serviram não só para descobrirmos um país realmente deslumbrante, como também deram para matarmos algumas saudades que já vínhamos a acumular e ainda para celebrarmos uma série de notícias boas que recebemos dias antes de partirmos em viagem (até parece que foi tudo planeado!).

 

Como eu partia de Lisboa e a C. da Alemanha, não conseguimos chegar ao mesmo tempo à Croácia. Eu cheguei a Zadar no dia 28 à noite e ela chegou na manhã seguinte. Decidi marcar uma noite num dormitório no Old Town Hostel e a noite seguinte num quarto duplo no mesmo hostel. Para minha surpresa, assim que cheguei, a Inês (sim, parece que o nome Inês não é assim tão incomum na Croácia!) recebeu-me e ao ver as duas reservas que tinha feito perguntou-me se estava à espera de alguém. Disse-lhe que sim e expliquei-lhe que ela só chegaria na manhã seguinte e imediatamente a Inês disponibilizou-se para me deixar ficar já no quarto duplo sem me fazer pagar a diferença. Foi fantástico!

 

Para além da simpatia da Inês, achei o hostel ótimo, muito limpo e, melhor que tudo, super bem localizado. Estávamos mesmo no centro histórico da cidade e assim, quando a C. chegou, começámos logo a explorar.

 

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Depois de um passeio à beira-mar, decidimos explorar o centro histórico da cidade. Visitámos uma igreja antiga, passeámos pelos parques da cidade, e subimos a uma torre antiga para ter uma vista panorâmica da cidade. Parámos para comer numa das várias pastelarias de rua e por fim decidimos ir descansar um pouco para o quarto porque estávamos as duas cansadas da viagem.

 

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Depois de um duche, uma sessão bastante exaustiva de maquilhagem e muita conversa, saímos novamente para as ruas estreitas de Zadar desta vez para ver um dos por-do-sol mais lindos que já vi! Em Zadar, à beira do mar, há uma zona onde puseram um painel azul (não vos sei explicar pormenores disto porque engenharia e qualquer tipo de ciência aliás não é comigo). Quando o sol se põe, aquilo faz um efeito lindo! Para além disso, mesmo aí ao lado, existem umas escadas que descem até ao mar (e que infelizmente não vos consigo explicar como elas foram feitas também) mas quando as ondas embatem nelas, produzem um som que parece música.

 

Mais à noite, e depois de jantarmos num restaurante italiano (havia imensos pela cidade)  ainda fomos beber um copo mas acabámos por não ficar muito tarde porque na manhã seguinte tínhamos um autocarro para apanhar às 6h da manhã!

 

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A cidade de Zadar surpreendeu-me. Só lá passámos mesmo porque era o sítio onde os nossos vôos aterravam, mas a cidade não desiludiu. A parte histórica estava muito bem restaurada, as vistas do mar eram lindas, tínhamos uma grande variedade de sítios para comer e a facilidade de acesso a tudo tornou o nosso dia muito mais agradável. No entanto, a cidade é relativamente pequena e os locais históricos são poucos por isso um dia foi mais que suficiente para ficar a conhecer Zadar.