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A Pé Descalça

Kandersteg, Suíça ou O Paraíso na Terra

Em novembro, tive a sorte descomunal de passar uma semana em formação na Suíça. Foi algo que surgiu de forma repentina e portanto eu acabei por seguir viagem ser grandes expectativas e, principalmente, sem grande entusiasmo. Com tanto que se estava a passar na altura, esta viagem à Suíça passou-me completamente ao lado até ao momento em que aterrei em Zurique.

 

Mas algum contexto primeiro. Porque fui à Suíça? Tal como disse, fui em formação. Mais especificamente, fui a uma formação financiada pela Comissão Europeia sobre o Diálogo Intercultural. Como é que nós, enquanto técnicos em projetos de intervenção social com jovens imigrantes ou de etnias minoritárias, pensamos sobre questões de interculturalidade (Estereotipos, Identidade, Cultura)? Através de dinâmicas de educação não-formal, juntou-se um grupo de 30 pessoas dos mais variados cantos do mundo - Palestina, Bulgária, Kosovo, Israel, Roménia, Espanha, Portugal, Irlanda, e muito mais. Foi uma semana inesquecível com pessoas espetaculares e o lugar onde ficámos muito contribuiu para isso também.

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Nomeadamente, ficámos em Kandersteg - uma pequena vila no meio dos Alpes Suíços mais conhecida como estância de ski. Tivemos sorte, apanhámos a primeira neve da estação e eu, que já não via neve a sério há uns 7 anos, fiquei totalmente deslumbrada.

 

Alojados no Kandersteg International Scouts Center, fomos super bem recebidos pelos escuteiros e ficámos totalmente isolados num pequeno vale a 20 minutos da vila de Kandersteg. Entre sessões de formação, almoços de trabalho, e reuniões de grupo até às tantas da manhã ainda deu para termos algum tempo livre para passear, construir bonecos de neve, tirar umas quantas 500 fotografias e aproveitar os lindos dias de sol. 

 

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2016 Travel Resolutions

2016, new year, and quote image

 

Como é tradição, o Ano Novo é uma altura de resoluções, promessas, e novos planos. Em 2015, pude viajar um bocadinho e descobrir novas cidades e pessoas, mas o meu grande objetivo para 2016 é poder viajar ainda mais, tanto dentro como fora do país. Para tornar esse sonho realidade, há algumas coisinhas que vão ter que mudar por isso, em 2016 eu vou...

 

...POUPAR MAIS

Para um mero mortal como eu, o primeiro passo para tornar possível qualquer viagem é poupar, poupar e poupar mais um pouco. Na prática, isto significa menos saídas à noite, menos roupa nova (desnecessária) no armário, e menos jantares fora. Na prática, isto não significa abdicar de uma vida social! Significa mais jantares chez moi, mais noites como designated driver a tomar conta dos meus amigos bêbedos trêbedos, menos filas caóticas à porta de discotecas, mais criatividade para criar novos conjuntos de roupa. Significa uma vida em que a prioridade é viajar e em que o dinheiro é contado e poupado com um propósito.

 

...MUDAR O MEU ESTILO DE VIDA

A par e passo com uma maior poupança, está a mudança de estilo de vida. Abdicar de um estilo de vida materialista para passar a um estilo de vida minimalista. E abdicar daquilo que é conhecido como uma vida profissional "normal" para escolher um caminho que me permita fazer aquilo que mais me dá prazer - viajar. Sim, este é o ano em que me vou oficialmente tornar num nómada digital. Mais novidades em breve!

 

...TIRAR MAIS (E MELHORES) FOTOGRAFIAS

Quando viajamos, é importante sabermos estar presentes e aproveitar os momentos únicos que cada viagem nos proporciona e eu (regra geral) faço isso bem. Mas uma coisa de que, por vezes, sinto falta é de voltar a casa e poder ter fotografias para poder relembrar os melhores momentos, criar um álbum ou imprimir algumas das minhas preferidas para pendurar na porta do frigorífico. Isto já é algo que tenho vindo a fazer (em novembro estive uma semana na Suíça e tirei 500 fotografias )  mas agora também queria melhorar a sua qualidade. Talvez um workshop rápido de fotografia se venha a avizinhar no meu futuro próximo.

 

...PARTILHAR MAIS

Gosto sempre de partilhar as minhas viagens com amigos e família mas não tenho conseguido fazê-lo tão bem ultimamente, muito menos aqui convosco no blog (provavelmente, e se não me seguem no Instagram, nem sabiam que eu tinha estado na Suíça em novembro ). Portanto, em 2016 quero partilhar mais - contar-vos mais das minhas pequenas aventuras e saber também mais das vossas!

 

...PARTIR PARA O DESCONHECIDO

Claro que o objetivo de viajar é ir para algum lugar que não conhecemos mas há lugares mais desconhecidos que outros. Na maior parte das vezes, os destinos que elegemos para viagens são países ou cidades de que já ouvimos falar nas notícias, através de amigos ou simplesmente porque fazem parte da nossa cultura pop (pensemos em Paris, Londres, Berlim, Nova Iorque, etc.). Mas os destinos que me atraem para este novo ano são lugares que para mim são largamente desconhecidos. E o primeiro é a Palestina.

 

...ENCONTRAR-ME COM AMIGOS

Para além de ir para lugares (quase) totalmente desconhecidos, também quero, em 2016, viajar para cidades ou países onde possa encontrar amigos meus que vivem fora. (In)Felizmente já são muitos os meus amigos estrangeiros e se não fizermos o esforço de nos encontrarmos algures no mundo de vez em quando, é mais fácil perder o contacto. Por isso, 2016 será o ano de reencontros.

 

...VIAJAR SOZINHA

Sim, quero coisas opostas. É a lei da (minha) vida. Quero encontrar-me com amigos mas também quero muito viajar sozinha. Já tinha pensado nisto em 2015, e 2016 é o ano de por o plano em ação. Não tem que ser um mês a percorrrer a América Latina sozinha nem uma semana a relaxar em Bali (se bem que.... se pudesse!); eu contento-me com um pequeno fim-de-semana em Sevilha. Mas este ano vou viajar sozinha pelo menos uma vez.

 

Podem ser muitas resoluções, talvez, mas todas elas vão ajudar a tornar o meu ano ainda melhor que 2015. E 2015 já foi um ano muito bom! E vocês, que resoluções têm para o Ano Novo?

V'15 | Moçambique

Talvez a única parte menos má de ter um namorado à distância é que todas as razões são mais que válidas para tirar umas férias e viajar um bocadinho. Como ele está em Moçambique, este verão lá fui eu tirar duas semanas para fazer uma viagem de 11h de avião e finalmente poder passar uns dias com ele a descansar.

Como cheguei um bocado cansada da viagem num sábado de manhã, decidimos ir passar o fim-de-semana à Macaneta, uma praia perto da cidade que agora com a nova circular é ainda mais acessível.

Em pouco mais de duas horas, chegámos ao final do dia prontos para comer qualquer coisa e descansar. Ficámos instalados na Cova do Tubarão (ah sim, a Macaneta tem muitos tubarões...), um lodge muito giro com piscina, bar e restaurante mesmo em cima da praia.

 

No dia seguinte, acordámos cedo para aproveitar a praia e como agosto é "inverno" em Moçambique, a praia estava deserta e pudemos descansar num areal enorme sem ninguém a incomodar. À tarde levantou-se um vento mais forte por isso fomos aproveitar o sol à piscina e terminámos o dia a ver um pôr-do-sol mesmo africano num lago super calminho.

Foi um primeiro fim-de-semana perfeito que deu para descansar, matar saudades e conhecer uma nova praia de Moçambique. Vejam todas as fotografias em baixo e mais no meu instagram!

 

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Um Fim-de-Semana na Serra da Estrela

Em dezembro do ano passado, quando o meu namorado me veio visitar a Portugal, aproveitámos para fazer uma escapadela. Como ele nunca tinha visto neve, decidimos ir passar um fim-de-semana à Serra da Estrela.

 

Sim, sim, dezembro não é a melhor altura para se fazer ski ou snowboard mas nós não temos muita escolha porque ele só cá vem uma vez por ano. De qualquer das maneiras, aproveitámos muito bem a neve e toda a viagem.

 

A caminho da Covilhã, aproveitámos para viajar pelas estradas nacionais e ficar a conhecer um bocadinho mais do país. Parámos em Castelo Branco onde visitámos o castelo e o Museu Cargaleiro. Eu gostei imenso de ficar a conhecer a cidade! Não tenho muitas oportunidades para visitar o norte do país, por isso foi uma visita muito gira.

 

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Ao final do dia, chegámos à Covilhã e fomos recebidos com um dos por-do-sol mais lindos que já tinha visto. Através do Groupon conseguimos um desconto ótimo para 2 noites no Hotel dos Carqueijais com pequeno-almoço incluído mais forfait para dois dias na Estância de Ski da Serra da Estrela. Estávamos super entusiasmados por explorar a Covilhã (até porque é a terra natal da minha avó paterna) mas o M. estava ainda mais entusiasmado por ver neve no dia seguinte.

 

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Como não conhecíamos nada da cidade, nessa noite pesquisámos no Tripadvisor os melhores restaurantes da zona e acabámos por ir jantar ao Comer & Beber. Foi a melhor decisão que tomámos!

 

O chef, que era italiano ou argentino (já não me lembro bem, perdoem-me), recebeu-nos super bem. Tentámos olhar para o menu mas ele virou-se para nós e disse "Têm muita ou pouca fome?", ao que respondemos "Média" meio a rir. Ele aprontou-se logo a sugerir-nos um menu para o nosso jantar com algumas entradas e pratos principais, adaptando sempre aos nossos gostos quando dizíamos que um de nós não gostava particularmente de um prato. Foi uma experiência única e o melhor é que nos ficou super barato! Já não me lembro bem do preço exato que pagámos, mas sei que não passou dos €15 por pessoa e tivemos direito a tudo.

 

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Os dias que se seguiram foram cheios de quedas na neve para o M. e um sentimento nostálgico para mim. A última vez que tinha feito ski fora quando ainda estava a viver nos Estados Unidos (ou se calhar até antes disso, quando vivi no Canadá) por isso foi bom recordar. O M. no segundo dia já tinha apanhado melhor o jeito por isso ainda conseguimos tirar umas fotografias e filmagens com ele em ação. Foi ótimo ver neve, estar no frequinho e depois voltar para o hotel que tinha ótimas instalações e uma vista deslumbrante da Covilhã.

 

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Sem dúvida, uma aventura a repetir!

Dias 6 & 7: Hvar

Depois de tantas andanças por Zadar, Dubrovnik e Split, eu e a C. decidimos guardar uns dias descanso para o final da nossa viagem. E que melhor sítio para descansar que uma ilha paradisíaca como Hvar?

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Hvar é mais conhecida pela sua vida noturna e pelo jetset que passa lá os seus verões (exemplos incluem o Príncipe Harry da Grã Bretanha) mas como eu e a C. passámos por lá durante a época baixa, a ilha ainda estava relativamente calma. 

 

Ficámos instaladas no Hvar Out Hostel, um hostel que fica a menos de 5 minutos a pé da marina (por onde chegámos de ferry). Apesar de infelizmente não ter sido o sítio mais limpo e arranjado onde ficámos na Croácia, a rececionista era super divertida e levou-nos a sair à noite com as outras raparigas que estavam no hostel.

 

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Depois de arrumarmos as nossas coisas, conseguimos apanhar uma visita guiada a pé gratuita pela cidade de Hvar onde a guia nos explicou como a ilha tem funcionado à base do turismo desde 1850 quando se estabeleceu como uma estância termal. Foi interessante ficar a conhecer um bocadinho da ilha: apesar de pequenina, havia muitos pormenores acerca do desenvolvimento de Hvar que valeram a pena ficar a conhecer. E depois de andarmos tanto a pé, claro que tivemos que ir à procura de um restaurante que servisse mexilhões! Encontrámos um mesmo na marina e ficámos muito bem servidas novamente.

 

À noite a Joi, a rececionista do hostel, levou-nos a sair com umas americanas que também estavam a passar a noite no hostel. Como ainda estava a recuperar da noite anterior, não bebi mas a C. bebeu um pouco da vodka que tínhamos comprado em Split.

 

Volto a repetir: não. bebam. vodka. barata. na. Croácia.

 

O dia seguinte foi passado a descansar. Acordámos tarde, comemos um delicioso brunch na praça principal da cidade e seguimos para a praia. Passámos lá o dia a ler, conversar, ouvir música e, essencialmente, a descansar. Ao final da tarde (e depois de a C., com a sua pele nórdica, ter apanhado um escaldão enquanto eu nem bronzeei) saímos para explorar o forte que fica atrás e essencialmente em cima da cidade. A vista era deslumbrante e pudemos aproveitar um belo caminho pela natureza para lá chegar.

 

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Depois de várias horas de transportes e uma semana a explorar cidades tão diferentes, Hvar era mesmo aquilo de que precisávamos: um lugar calminho para recarregar as baterias. Tivemos sorte porque só na época baixa é que a ilha é tão tranquila (no pico do verão a população da ilha passa de 4,500 para 15,000). Mas foi o lugar ideal para terminar uma viagem tão perfeita.

 

Agora, depois de olhar para estas fotografias, só me apetece começar a planear já a próxima escapadela! Mas, para já, é preciso recomeçar o ciclo e começar a poupar ;)

Dias 4 & 5: Split

Depois de ter passado por Zadar e Dubrovnik, a próxima paragem no nosso itinerário pela Croácia foi Split. Depois de 4 horas de autocarro e uma breve passagem pela Bósnia novamente, chegámos ao nosso destino e procurámos rapidamente o nosso apartamento.

 

Felizmente, fomos autênticas génias (sei que esta palavra não existe no feminino em português mas recuso a usar a palavra no masculino para me descrever a mim própria) a marcar as nossas estadias nesta viagem e por isso o nosso apartamento ficava mesmo perto da paragem de autocarros. Reservámos um dos Beach City Pearl Apartments onde fomos prontamente recibidas pela proprietária que também se mostrou muito flexível na nossa hora de check-out pois não tinha ninguém a entrar no apartamento no dia seguinte. Com cozinha equipada, uma casa-de-banho e um quarto/sala espaçoso, estávamos mais que preparadas para passar uma bela noite em Split!

 

Depois de arrumarmos as nossas coisas, decidimos sair para explorar. A localização perfeita do apartamento deixava-nos a 5 minutos a pé da praia e a 10 minutos do centro histórico. Passámos num supermercado para comprar comida e bebidas e depois fomos explorar a zona da marina e da praia.

 

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Infelizmente já era o final da tarde e já não estava calor suficiente para entrarmos na água (se bem que havia por lá uns americanos muito divertidos a nadar) mas decidimos explorar a zona da marina. Havia por lá uns bares e discotecas e decidimos que iríamos aproveitar esta noite para sairmos mesmo. Comprámos uma vodka baratíssima no supermercado e voltámos para casa para fazermos o jantar e começarmos-nos a arranjar.

 

Enfim, em jeito de resumo da noite, só vos tenho a dizer uma coisa: não comprem vodka barata na Croácia.

 

 Ouviram bem?

 

Não. Comprem. Vodka. Barata. Na. Croácia.

 

A manhã seguinte foi lenta e difícil mas lá arranjámos maneira de nos sentirmos bem o suficiente para arrumarmos as nossas coisas, comer qualquer coisa e seguir a pé para a cidade antiga para explorar a cidade histórica de Split. A parte antiga de Split é muito bonita porque é essencialmente a ruína de um palácio que serviu um pouco como os nossos castelos aqui em Portugal no sentido em que nobreza e povo coabitavam o espaço protegido pelas muralhas. Hoje em dia, sobrevive pouco do palácio por causa dos vários bombardeamentos da II Guerra Mundial e da guerra da antiga Jugoslávia. Mas o que resta é muito bonito e assim que entramos pelas muralhas, percebemos que estamos a viajar para uma outra época.

 

As caves do palácio podem ser visitadas e eu achei que valeu a pena, até porque dá para percebemos a dimensão da estrutura. Para além disso, subimos uma torre altíssima que me deu as maiores vertigens que já tive na minha vida, visitámos uma catedral, e fizemos umas comprinhas.

 

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 O ponto alto da nossa passagem por Split, no entanto, acho que foi a nossa chegada à cidade velha quando nos deparámos com o coro a capela a cantar música típica da costa da Dalmácia. Foi das coisas mais bonitas que já tinha ouvido até então. Podem ouvir um bocadinho que eu filmei aqui:

 O que é que acharam?

 

Split foi uma cidade engraçada de visitar mas deve ter mais vida na época alta do turismo. A cidade é mais conhecida pela sua famosa praia e vida noturna, mas nós infelizmente não pudemos aproveitar bem nem uma nem outra porque ainda não era bem a época. Mas imagino que no verão as noites de Split dêem que falar!

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24 Horas em Londres

Se acompanham o blog, já estão fartos de saber sobre a minha viagem à Croácia dada a expectativa que fui criando. E a única coisa que se seguiu a essa expectativa foi um silêncio de mais de um mês... Foi por uma razão muito válida que será mais tarde explicada mas até lá:

 

 

E agora que já me perdoaram (obrigada malta), deixem-me levar-vos comigo pela minha viagem à Croácia começando então pelo último dia. Só para ser diferente.

 

Então, comecemos.

Para conseguir bilhetes baratos, marquei o meu vôo para a Croácia através da RyanAir para Londres e só depois para Zadar. À vinda, o meu vôo aterrava em Londres às 18h30 de dia 5 de maio e o meu vôo para Lisboa só saía no dia seguinte às 18h. Assim, aproveitei as minhas 24 horas em Londres para visitar uma cidade que sempre me intrigou. 

 

Para dormir bem e ficar numa zona central sem gastar muito dinheiro, reservei uma cama num dormitório do hostel Clink78. Foi uma das melhores decisões que tomei: localizado a 10 minutos a pé da St. Pancras Station, a localização não podia ser mais central pelo preço que paguei. E por apenas cerca de €20 por uma cama num dormitório feminino de 6 camas ainda tive um excelente pequeno-almoço incluído e sala para me guardar a mala no dia seguinte.

 

Assim que cheguei, fui tomar um duche. Estava exausta da semana louca na Croácia com a C. e do dia de viagem. Comi a sandes que tinha comprado no Prêt-à-Manger na cama e conversei um bocadinho com as duas canadianas com quem estava a partilhar o quarto. Foram muito queridas e coincidentemente viviam na mesma parte do Canadá onde eu tinha vivido por isso a conversa foi fácil. Deram-me umas dicas sobre a cidade, visto que já lá estavam há uns dias, e recomendaram-me a visita guiada gratuita de Londres que partia do hostel às 10h todos os dias.

 

Felizmente, segui o conselho delas e descobri a parte mais "turística" de Londres com a guia Rachel da Sandemans. Foram 3h30 de caminhada, por vezes com chuva e sempre com frio, mas também sempre com entusiasmo e (melhor ainda) com uma ótima refeição no final com direito a desconto e tudo.

 

Confesso que nunca tive aquele fascínio por Londres que toda a gente parece ter, mas a cidade surpreendeu-me imenso e assim que comecei a explorá-la senti-me como uma criança numa loja de brinquedos. Começámos a caminhada perto de Covent Garden, parámos em Trafalguar Square, seguimos para St. James Palace para ver chegar a guarda nepalesa (já vos explico*), fomos depois para Buckingham Palace para ouvir umas histórias interessantes e depois atravessámos St. James Gardens para chegar ao Big Ben e a Westminster Abbey. As fotografias estão em baixo.

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 Como podem ver, o tempo não estava particularmente bom mas a certa altura a nossa guia esteve de manga à cava! Disse que este era um dia de "bom tempo" porque a chuva "ia e vinha". Coitaditos.

 

Mas Londres realmente é qualquer coisa. Claro que as 24 horas que lá passei não foram suficientes para conhecer a cidade por dentro e por fora mas fico feliz porque não desiludiu e, aliás, só me intrigou ainda mais. Espero poder voltar em breve!

 

*No dia em que visitei Londres, era o segundo centenário da celebração de um acordo de paz entre a Grã Bretanha e o Nepal. Durante a guerra entre os dois países, o respeito entre ambos foi tanto que o exército britânico chegou a contratar vários oficiais nepaleses depois da guerra. Assim, as relações amistosas mantiveram-se entre os dois países através da celebração da paz com o envio da guarda nepalesa para guardar Buckingham Palace.

Como Organizar a Tua Viagem

Viajar é ótimo e eu sempre que posso arranjo uma maneira de conseguir ir conhecer um sítio novo. Recentemente, em conversa com uma amiga minha apercebemo-nos que ela estava mesmo, mesmo a precisar de umas boas férias e, como já não nos víamos há mais de um ano, começámos a planear uma viagem juntas.

 

Não demorámos muito a chegar ao destino perfeito: Croácia. Com praias lindas, cidades históricas e ilhas parasidíacas, não havia mesmo um destino melhor para férias com uma das minhas amigas mais malucas e aventureiras. Como ela é meio distraída, fiquei encarregue de organizar tudo e não me importei nada: sou uma controladora perfecionista como nem imaginam portanto quanto mais puder organizar mais feliz fico.

 

Dito isto, esta foi a primeira viagem que organizei (praticamente) sozinha do início ao fim por isso aqui ficam algumas dicas sobre coisas que fiz que funcionaram bem:

 

1. Comecem com tempo. A nossa viagem está marcada para o final deste mês mas começámos a planear tudo no início de março. Isto facilitou imenso não só para arranjarmos vôos e alojamento a preços mais baixos mas também a conseguirmos acomodar as nossas diferentes disponibilidades.

 

2. Pesquisar, pesquisar, pesquisar. O melhor que podem fazer quando estão a organizar uma viagem é pesquisar o vosso destino ao máximo para saberem exatamente o que é que não vão querer perder nas vossas férias. Isso incluir visitar sites como o Lonely Planet, Rough Guide, Trip Advisor e possivelmente o site de turismo do vosso país de destino. Mas também inclui pesquisarem blogs e experiências de pessoas que visitaram o país onde vocês vão passar férias para saberem como podem tornar os vossos dias o mais divertidos possíveis. Se gostam de sair à noite, pesquisem sobre as melhores discotecas nas cidades onde vão estar. Se estão à procura de praias lindas mas mais escondidas, ponham-se a ler sobre como é que as podem encontrar. Se o que querem mesmo é conhecer a história do país, com certeza que facilmente encontrarão um monte de informação sobre os locais históricos mais marcantes. Ou se o que vos interessa é a comida, um bom blog de viagens terá a informação que procuram. E claro, se conhecerem alguém pessoalmente que viajou para onde vocês querem ir - essa pessoa tornar-se-á a vossa melhor amiga durante a vossa organização da viagem!

 

3. Comparem tudo o que puderem. Para conseguirem o melhor preço em alojamento e vôos, comparem todo o tipo de sites que conseguirem encontrar. É surpreendente como há certos sites que anunciam preços de vôos baratíssimos mas depois encontramos outro site que oferece um desconto ainda maior. Eu digo-vos, se tivesse marcado o meu vôo pela eDreams (supostamente um site com preços mais baratos) teria pago quase €300. Através da Ryan Air diretamente, paguei pouco mais de €100. Menos de metade!

 

4. Criem um itinerário. Há pessoas que gostam imenso de ir à descoberta e eu admiro muito isso, mas eu não sou nada assim e gosto de ter a certeza que vou conseguir tirar o maior partido dos meus dias de férias. Se o objetivo da tua viagem também é conheceres um sítio novo (como é, em parte, o objetivo desta minha viagem) mas não tens muitos dias, delinear um itinerário (mais ou menos flexível, como mais preferires) é sempre a melhor opção para aproveitares ao máximo os teus dias. Fica o exemplo da minha simples tabela em baixo:

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 (E agora ficam a saber por onde vou andar nos meus dias na Croácia... Nada de me seguirem malta.)

 

5. Guardar tudo, tudo, tudo. Eu já avisei a C. que vou levar uma pasta com todas as nossas marcações impressas, mais informações sobre as cidades por onde vamos passar, e contactos, enfim, tudo o que eu me lembrar de por lá. Nunca sabemos o que pode acontecer e é sempre importante termos registos de todas as marcações que fizemos, principalmente. (Já deu para perceber que eu panico muito, certo? Não tem mal, eu tenho noção disso.) Mas se não gostam de andar a carregar com tudo atrás, há uma ótima aplicação chamada WorldMate que pode guardar todos esses registos por vocês online. Para além de ser uma aplicação de telemóvel super fácil de usar (basta reencaminharem os vossos emails com confirmações de bilhetes e marcações para o trips@worldmate.com), também funciona como site por isso podem aceder ao vosso itinerário da maneira que preferirem.

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Selfie Stick: Parolada ou Super Útil?

Ultimamente, parece que o meu feed do Instagram se encheu com amigas e amigos em viagem a tirarem fotografias de grupo com uma coisa que eu sempre achei bimba: o selfie stick. Para quem ainda não sabe o que é o selfie stick, eu perdoo-vos por estarem a viver debaixo de uma pedra (não chorem) mas podem ficar a saber mais aqui.

 

Como já vos disse, desde que descobri este acessório de viagem sempre o achei um bocado parolo - punha-me a imaginar a figura que as pessoas deviam fazer a tirar a fotografia com um pau metálico a segurar no telemóvel à sua frente e queria morrer de vergonha por elas. Não seria muito melhor recorrer ao velho método de esticar o braço com a câmara da frente ligada? Ou virar a máquina fotográfica ao contrário? Ou simplesmente tirar fotografias à vez? Ou (meu Deus) pedir a alguém que tirasse a fotografia de grupo? (O que é que os empregados de mesa vão fazer com o seu tempo agora que as pessoas já não precisam deles para tirar a bela da fotografia de grupo ao jantar?)

 

 

Todas estas me pareciam questões pertinentes e alternativas preferíveis, claro, até ter começado a planear a minha próxima viagem: sete gloriosos dias na Croácia com uma das minhas melhores amigas, a C. (mais info sobre esta nova aventura chegará em breve). Apesar de estar tudo maravilhosamente organizado (claro, fui eu que organizei), faltava arranjar uma solução: eu e a C. não temos quase nenhumas fotografias juntas e ela mora na Alemanha por isso eu ia querer ter recordações de nós as duas nesta viagem. Por isso, comecei a considerar a possibilidade de um selfie stick...

 

Ok, sim, pedir a um estranho para nos tirar fotografias seria sempre uma alternativa viável mas.. e se ele/a não tirar bem a fotografia? E se nos assaltar e nos levar o telemóvel ou a máquina fotográfica?? E se nós quisermos tirar 64059630 fotografias juntas - vamos ter que chatear 64059630 estranhos/as? Tudo isto questões que me inquietavam ~bastante~.

 

E assim, minhas queridas e meus queridos, confesso-vos que comprei um selfie stick há umas semanas.

 

É verdade.

 

E para responder à questão no título do post: o selfie stick, sinceramente, é ambos. É uma parolada, sim, e vou fazer figuras tristes na Croácia possivelmente, mas vou fazê-las com uma das minhas melhores amigas e, melhor ainda, vamos ficar com umas belas fotografias para mais tarde podermos recordar.

 

PS: Digam lá que o meu skill com o selfie stick não é top: (assim que percebi onde estava o botão onde tinha que clicar, ninguém me conseguiu parar)

 

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Como Manter um Estilo de Vida Saudável em Viagem

Viajar é uma das coisas que mais gosto de fazer mas também sou muito fã de exercício e acho que é importante manter um estilo de vida saudável. Claro que quando estou de férias e em viagem nem sempre há tempo (e, muito sinceramente, nem sempre há vontade!) para manter um estilo de vida tão saudável como faço em casa e isso também não tem problema: todos temos direito a comer "porcaria" de vez em quando e a descansar do treino.

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No entanto, eu gosto mesmo de comidas mais saudáveis e ficar sem fazer exercício durante uma semana inteira faz-me alguma comichão por isso, se são como eu, não se preocupem: há uma série de maneiras de manter hábitos saudáveis em viagem. Aqui ficam algumas dicas:

 

1. Quando as férias são prolongadas, optem por ficar em aparthotéis ou noutro tipo de alojamento que vos permita cozinhar pelo menos algumas das vossas refeições. Não só poupam dinheiro (porque comprar comida no supermercado e cozinhá-la fica bem mais barato que ir a um restaurante!) como também podem controlar melhor a vossa alimentação em viagem. Podem fazer a vossa comida preferida e o quão saudável desejarem.

 

2. Se não tiverem a possibilidade de cozinhar a vossa comida, claro que podem sempre escolher comer em sítios mais saudáveis e comprar lanches saudáveis também. Algumas boas opções são fruta, barras de cereais e iogurtes líquidos.

 

3. Estejam onde estiverem, comprem garrafas de água e mantenham os 2L recomendados por dia.

 

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4. Se gostam de levar um estilo de vida mais ativo mas não têm tempo para fazer exercício (porque estão tãaaao ocupados a descobrir a vossa nova linda cidade), podem sempre optar por andar a pé ou de bicicleta em vez de apanhar taxis, autocarros ou alugarem um carro.

 

5. Se têm algum tempo livre, uma corridinha de manhã é uma ótima maneira de descobrirem o novo sítio onde se encontram. Se não gostam de correr, podem levar o vosso computador/tablet/iPad convosco e aproveitar a Wi-Fi gratuita da maioria dos hotéis para fazer uma horinha de exercício através do YouTube (há lá vídeos para tudo: Yoga, Pilates, e muito cardio!).

 

6. Se têm tempo (e vontade, claro) e estão num hotel todo fancy com ginásio e acesso livre então já sabem o que fazer.

 

Têm mais dicas a acrescentar? Ou preferem aproveitar as férias e viagens para preguiçar a 100%? ;)